Paulo Martins alerta sobre sondagens “fraudulentas”

O resultado da eleição para o Senado no Paraná comprovou que as pesquisas eleitorais precisam ser reavaliadas com urgência. O que se viu nas urnas foi muito diferente do que a maioria dos levantamentos apontava até então. É o que avalia o deputado federal Paulo Eduardo Martins (fotos), que ficou em segundo lugar, e tem certeza de que foi prejudicado pela divulgação das falsas sondagens.
A totalização das urnas no Tribunal Regional Eleitoral deu vitória para Sérgio Moro (União Brasil), com 33,82 % dos votos, seguido por Paulo Martins (PL), com 29,12% e Álvaro Dias (Podemos), com 23,94%. Nenhuma pesquisa divulgada até então tinha se aproximado desse resultado. E a última, do IPEC, apresentada pela RPC no sábado à noite, passou muito longe disso. De acordo com o levantamento, Álvaro Dias seria reeleito com 41%, Sérgio Moro ficaria em segundo com 35 e, Paulo Martins ocuparia apenas a terceira posição, com apenas 14%.
Para Martins, que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador reeleito Ratinho Junior (PSD), as pesquisas “fraudulentas”, foram definitivas para impedir a sua eleição.
“As pessoas queriam renovar o senado no Paraná e perceberam que eu não ia chegar, porque assim diziam as pesquisas. Aí, migraram da minha candidatura para a candidatura do Sérgio Moro. Então há uma distorção direta, causada por pesquisas eleitorais”, avalia o deputado. Que complementa: “A eleição no Paraná foi distorcida. Não quero tirar o mérito de quem venceu. Parabéns. Mas, esse é um dado da realidade. É revoltante. Isso sim é um ataque à democracia”.
Paulo Eduardo Martins promete seguir o seu mandato na Câmara Federal até o fim, lutando para conseguir aprovar as pautas da Direita. E agora, vai focar ainda mais os esforços para ajudar na reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “Ele também foi prejudicado pelas pesquisas. Isso ficou nítído mais uma vez. Mas, o cidadão que deseja a liberdade vai se unir, reeleger o presidente, assim como reelegeu o Ratinho Junior com uma votação avassaladora”.
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