Flávio critica fim das ferrovias na REGIÃO

“O Fim dos Trilhos no Norte Pioneiro é um retrocesso na logística e mobilidade”

Em artigo, o prefeito de Tomazina, Flávio Zanrosso, avalia o equívoco logístico.

O recente anúncio do encerramento das operações ferroviárias que conectam Bandeirantes, Cambará, Andirá e Cornélio Procópio, no Paraná, não é apenas o fim de uma linha de trem. É o fim de uma era. Representa um marco na inversão de lógicas de transporte e desenvolvimento, um movimento contrário às tendências globais e um símbolo de escolhas questionáveis no planejamento urbano e econômico do Brasil.

Numa época onde o mundo reconhece e valoriza a importância dos transportes ferroviários na redução de custos de produção e impactos ambientais, nosso país parece trilhar um caminho oposto. Enquanto nações desenvolvidas e em desenvolvimento investem em malhas ferroviárias para otimizar o transporte de cargas e passageiros, o Brasil, paradoxalmente, desativa suas linhas.

Esta decisão impacta diretamente o custo de produção. O transporte ferroviário é conhecido por sua eficiência no deslocamento de grandes volumes de carga por longas distâncias, com menor custo e impacto ambiental quando comparado ao transporte rodoviário. A desativação dessas linhas no Norte Pioneiro do Paraná força a dependência ainda maior de caminhões, elevando o custo logístico, o consumo de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes.

Além disso, o aumento do tráfego de veículos pesados nas rodovias eleva o risco de acidentes, contribuindo para as estatísticas já alarmantes de mortes no trânsito brasileiro. O transporte ferroviário, por sua natureza, oferece maior segurança, tanto para os operadores quanto para as comunidades circunvizinhas.

Esse cenário nos leva a refletir sobre as políticas públicas e decisões estratégicas do país. Enquanto outras nações veem nos trens uma solução para desafios modernos como sustentabilidade, segurança e eficiência logística, o Brasil parece desprezar seu potencial ferroviário, um legado que já foi motivo de orgulho e vetor de desenvolvimento em diversas regiões.

Em suma, a desativação da linha ferroviária no Norte Pioneiro do Paraná não é apenas uma perda local. É um reflexo da necessidade urgente de repensarmos nossas prioridades em transporte e desenvolvimento sustentável. Precisamos olhar para o futuro com a sabedoria do passado, reconhecendo e valorizando os trilhos não como relíquias de uma era passada, mas como ferramentas vitais para um Brasil mais conectado, econômico e seguro. É hora de mudar a rota e reinvestir no potencial ferroviário do país.

Pesquisar

Digite abaixo o que deseja encontrar e clique em pesquisar.