Coxa perde na Justiça e terá que renomear todo Setor Pro Tork

Além de todo material de marketing, mídias e demais publicidades e eventos

Exclusivo: A Pro Tork, maior fabricante de capacetes do mundo, impôs uma derrota jurídica ao Coxa.

A empresa (foto), sediada em Siqueira Campos no Norte Pioneiro, e cuja diretoria inteira torce pelo clube, foi parceira na construção e reforma da chamada Reta da Mauá (nome de rua) no estádio Major Antônio Couto Pereira, no Alto da Glória, em Curitiba. Mas, teve os naming rights do setor retirados antes do final do contrato.

Só que a gigante, que comercializa com 61 países, conseguiu um mandado judicial que a obrigou a renomear a área como Setor Pro Tork  (fotos) no máximo em um mês, sob pena de multa diária de R$ 20 mil, com limite de até R$ 1 milhão.

O acordo entre Coritiba e Pro Tork foi assinado em 2013 pelo então presidente Vilson Ribeiro de Andrade e pelo presidente da  maior fábrica de capacetes da América Latina, Marlon Bonilha.

O contrato previa a construção do terceiro anel, com abertura dos camarotes, além da ampla revitalização da área da Mauá. O local foi inaugurado em 2014, e no ajuste havia a definição de que os naming rights seriam cedidos por seis anos (72 meses)  e que nesse período o clube faria o ressarcimento.

Houve vários adiamentos do início do pagamento.

O acordo era de R$ 16,6 milhões em valores que seriam maiores hoje. A negociação foi composta a partir de 2016 com o ajuste dos juros da dívida do Coritiba com a Pro Tork, e os valores a partir de 2018. Para a empresa, significa a manutenção dos direitos de nome até 2024. Já o time coxa-branca argumentou que o contrato era anterior e que terminava em 2020.

O Coritiba então enviou notificação extrajudicial, informando que “o prazo de 72 (setenta e dois) meses contados a partir da disponibilização do 3º Anel no Estádio ao público (04/10/2014) teria se escoado“, conforme a peça assinada pela juíza Bruna Greggio. O clube retirou as identificações do Setor Mauá e a empresa entrou na Justiça pedindo a renomeação da área. Agora, com a decisão, o nome será recolocado.

No despacho, a magistrada observou que “o clube requerido se equivocou ao retirar a denominação SETOR PRO TORK do 3° anel do Estádio Couto Pereira uma vez que o contrato, como um todo, ainda está vigente“. Por isso, ela decidiu que o Coritiba precisa reestabelecer a denominação “em todo o seu material, marketing, mídias e demais publicidades e eventos, bem como quando da comercialização do espaço perante torcedores e patrocinadores”.

Marlon Bonilha foi procurado pelo Npdiario na tarde desta quarta-feira, dia dez, mas preferiu não comentar.

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