Primeiro secretário da Alep também comentou disputa no Senado, Vacinação e Terceira via na presidência

O Primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB) disse neste início de semana em entrevista à TVCI que a economia vai pautar a agenda política nas eleições de 2 outubro. Ele afirmou que a equipe econômica do governo federal “perdeu o rumo, com a inflação chegando aos dois dígitos e a recessão que está penalizando os mais pobres com a falta de renda e de empregos no país”.
“O debate eleitoral vai ser muito intenso em 2022 e preocupante porque a política econômica do governo federal está no rumo errado. Todo mundo já percebeu isso. Outros países que enfrentaram a pandemia fizeram investimentos importantes para resolver o problema de quem ficou sem renda, mas no Brasil isso ficou mal articulado e acabou gerando um problema grave”, assinalou o parlamentar.
A falta de renda, avaliou, afeta desde o comércio, a indústria e outros setores da produção de bens e serviços. “O comércio está patinando e o crescimento da indústria está menor do que se esperava. Estamos passando por um período em que precisamos ter uma política econômica nova no Brasil. Já está mais que demonstrado que o atual ministro (Paulo Guedes) da Economia não tem condições, não sabe tocar de fato a economia brasileira”.
Inflação – Romanelli considera “inaceitável” que depois do Plano Real em 1994, o país volte a enfrentar a inflação de dois dígitos. “Para combater a inflação, o Banco Central aumentou a taxa de juros e o custo de vida vai ficando mais caro para todo mundo. Quem está indo ao supermercado, sabe muito bem como é que os preços estão subindo cada vez mais”.
O deputado aponta também o fracasso do governo da União no controle do preço da moeda, no caso do dólar e do câmbio. “Foi tamanha incompetência da equipe econômica porque justamente no momento em que mais pudemos exportar as commodities e mais ingressou dólar no Brasil”.
A desconfiança da política econômica, prosseguiu, fez o dólar explodir e ficar próximo dos R$ 6. “Isso, obviamente, está gerando um problema muito sério. É o grande debate que vamos ter em 2022, sobre os rumos do Brasil e especialmente da política econômica porque é o que mais interessa”.
“As opiniões das esquisitices não terão a menor importância. O povo vota se a vida melhorou ou não, se está conseguindo comprar a carne para fazer um churrasco ou comprar um camarão, um peixe. Ou seja, as pessoas vão votar em função de como elas estão percebendo a vida”, completou Romanelli.

Terceira via– A profusão de pré-candidaturas que tentam evitar a polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) não deixa claro ainda qual candidato poderá ocupar a terceira via na disputa presidencial, adicionou “Ainda não está claro quem pode ser o candidato da chamada terceira via, tem muitos pré-candidatos de diversos partidos”.
“O debate eleitoral também será sobre gestão, especialmente no governo federal. Não tenho dúvida que haverá candidaturas fortes. O presidente (Bolsonaro) tentando manter o posto, e o ex-presidente Lula agora com a condição de ser candidato, indiscutivelmente, está se mostrando como um candidato muito forte”, completou.
Vacina – Romanelli afirmou que 2022 será de intenso debate político até porque 2021 foi marcado pela maior tragédia humanitária causada pela pandemia. “Milhões de pessoas adoeceram, mais de 620 mil pessoas morreram por conta da covid no Brasil – é um número assustador. Toda família perdeu ou teve um ente querido que ficou em estado muito grave. Em 2022, vamos procurar soluções para tudo isso, mas principalmente como criar mais empregos e atender quem ainda, e são muitos, não tem renda e precisam se recuperar de forma urgente”.
“A pandemia ainda não acabou, infelizmente. Há motivos de muita preocupação. Os cuidados básicos devem ser mantidos (uso de máscara, higiene das mãos e evitar aglomerações) com a vacina. Quem ainda não tomou a primeira, a segunda ou a dose de reforço, deve fazê-lo de forma urgente. Os efeitos da terceira onda, da Ômicron, só não são fortes devido à vacina. Agora precisamos vacinar as crianças de 5 a 11 anos”, ressaltou.
SENADO – Romanelli, vice-presidente estadual do PSB, reafirmou que o estado precisa de um senador mais presente e “com mais pé no chão nas coisas do Paraná”. Segundo ele, as bancadas estadual e federal do PSB já avaliam o lançamento de candidatura à Câmara Alta.”Temos que ter um senador que venha defender com mais força política a chamada agenda Paraná junto ao governo federal e que dê suporte ao governador Ratinho Júnior para negociar com o governo federal”, opinou na entrevista no Litoral.
“O Senado da República tem um papel fundamental nesse processo todo”, disse. “O PSB tem dois deputados federais e cinco estaduais e estamos discutindo ainda, avaliando a possibilidade de colocar meu nome para debater com outros partidos uma candidatura ao Senado”.

Em 2 de outubro, os eleitores votarão cinco vezes na urna eletrônica: deputado federal (30 vagas), deputado estadual (54 vagas), senador (uma vaga), governador e presidente da República.
Novo perfil – Romanelli avalia que os três senadores atuais (Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães) têm um perfil de atuação política semelhante e pouco debatem os projetos de infraestrutura do estado. Apenas o senador Flávio Arns, por exemplo, participou das audiências públicas que focaram o novo modelo de pedágio no Paraná,.
“Eu fico incomodado com a falta de solução para esse matagal no litoral, que alguns chamam de restinga. Nos outros estados não tem esse matagal. Nós não conseguimos remover o mato e por isso que avalio com esse exemplo que temos que ter um senador mais com o pé no chão nas coisas do Paraná”, exemplificou.
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