No Norte Pioneiro, soja avança e pode tomar área de milho

Oleaginosa tende a se ampliar e assumir lugar também das pastagens

A primeira projeção de plantio para a safra de verão 2023/24,  pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta para uma elevação na área de soja, enquanto redução redução na do milho.

A área de soja safra 2023/2024 do Norte Pioneiro, segundo Franc Rom de Oliveira, do Departamento de Economia Rural (Deral), do Núcleo Regional de Agricultura e Abastecimento de Jacarezinho, foi ajustada de acordo com dados obtidos com o Mapeamento por Sensoriamento Remoto realizado pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).
Pode alcançar 168 mil hectares ante 172.000 ha estimado na safra 2022/2023.
Levando em consideração o nível tecnológico e a influência climática o potencial produtivo da safra de soja 23/24 deverá ficar entre 568.480 a 635.360 ton. Cotação hoje R$ 131,00 a saca.
Já a área de milho primeira safra, estimada em torno de 13.500 hectares, 15% menor que na safra passada, em razão do preço do produto que passou de R$ 75,00 para R$ 45,00 a saca, deixando uma margem muito apertada para os produtores, que deverão optar pelo plantio de soja em 2024 avançando a cada ano sobre áreas de milho 1a safra e de pastagens.
Em caso de normalidade climática a safra de milho primeira safra 23/24 tem potencial para produzir aproximadamente 82 mil toneladas.

As principais culturas graníferas da 1ª safra paranaense 2023/24, também chamada de safra de verão, devem ocupar pouco mais de 6,2 milhões de hectares. No ciclo anterior, elas se estenderam por 6,3 milhões de hectares. A produção foi de 26,5 milhões de toneladas no ano passado e neste primeiro levantamento a projeção indica 25,4 milhões de toneladas.

Uma das justificativas é o El Niño, evento climático resultante do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Na Região Sul do País, a tendência é a intensificação de chuvas, superiores às médias históricas. Desde junho de 2019 o Brasil não registra clima característico desse fenômeno.

“Essa é a primeira leitura de um cenário possível, mas que pode se alterar quando a produção estiver a campo, mesmo porque estaremos sob o efeito do fenômeno do El Niño, com tendência de mais chuvas e menos estiagens como as que levaram boa parte de nossa produção nos últimos anos, particularmente na safra 21/22”, explicou o chefe do Deral, Marcelo Garrido.

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