QUATIGUÁ pode ter conexão alho/cocaína

Acusados negam e dizem desconhecer suposto crime

O  Denarc-SP (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico) de São Paulo promoveu uma operação contra o tráfico de drogas no Centro Estadual de Abastecimento em Londrina e três endereços de Quatiguá, no início da manhã de sexta-feira ( dia 23).

O delegado de Joaquim Távora, Jean Paulo da Silva Brunhari, que é é nascido em Quatiguá, porém morou a vida toda em Siqueira Campos, disse ao Npdiario que sua equipe ajudou no cumprimento da operação contra lavagem de dinheiro., “mas a parte investigativa e objetos das buscas ficaram por conta da polícia de São Paulo”. Policiais civis de Londrina também auxiliaram.

A Civil cumpriu mandados de busca e apreensão. A iniciativa denominada “Downtown”, teve a maior  parte de suas ordens judiciais cumpridas em São Paulo. No Paraná, além de Londrina, buscas foram realizadas em Quatiguá. No Rio Grande do Sul, a cidade de Chuí foi alvo das investigações.

São investigados os crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os donos de um box na Ceasa de Londrina, que seriam de São Paulo, estariam transportando drogas junto com a carga de produtos lícitos.

Existe ainda a suspeita que os alvos da operação seriam os principais fornecedores de drogas para a Cracolândia, na capital paulista, onde se concentram viciados na capital paulista.

Os acusados paranaenses negam e dizem desconhecer o pretenso crime, garantindo que somente faziam entregas do vegetal.

Outros 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos também em São Paulo.

O comércio de alho serviria como fachada para lavagem de dinheiro do tráfico. O esquema também envolveria hospedarias, utilizadas para abrigar dependentes químicos em situação de rua.

Um dos proprietários dessas hospedarias teria ligação com um dos sócios do box, que já foi condenado pelo famoso assalto ao Banco Central de Fortaleza em 2005, quando R$ 165 milhões foram roubados.

Trata-se da quarta fase da operação, que já teve R$ 5 milhões em bens dos envolvidos bloqueados pela Justiça.

Foram apreendidos documentos e uma máquinas de cartão.

Segundo a polícia, o proprietário do estabelecimento era intimamente ligado ao bando de traficantes  que agiriam transportando crack e cocaína misturados com alho.

O caso teve repercussão na Imprensa.

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