Ela orienta para aumentar uso de sabonete de glicerina 

Em todo Norte Pioneiro, o uso do álcool gel é feito diariamente e várias vezes por causa da pandemia. A médica Mariana Magalhães Ximenes (fotos), especialista em pele, recomenda diversos cuidados para pessoas de todas as idades.
O uso em excesso pode ressecar a pele, especialmente das crianças, que são mais sensíveis. É preferível usar água e sabão para lavar as mãos dos menores. Devemos optar pelo uso do sabão neutro, pois o sabão amarelo é feito à base de soda cáustica e pode causar algum problema dermatológico nas mãos.Também não devemos misturar o uso do álcool em gel com o sabão amarelo, pois esta combinação agride a pele.
Mariana, que reside em Santo Antônio da Platina e trabalha na cidade e também em Jacarezinho, afirma que, para evitar que a pele fique ressecada pelo uso do álcool em gel é recomendado o uso de cremes hidratantes duas vezes ao dia .Aplicar pequenas gotas do gel nas mãos é o suficiente, não precisamos exagerar na dose, assim se mantém a saúde das mãos.

Se faz necessário o revezamento do álcool em gel com outros produtos, também eficazes na higienização , como os sabonetes, que agridem menos a pele.Já no caso do sabonete, o mais indicado para manter as mãos livres dos germes, sem ressecar a pele, é o sabonete de glicerina.
Cuidados diários com as mãos, em qualquer ocasião:
Uso de filtro solar com proteção ampla pela manhã.A proteção diária é essencial para evitar as chamadas manchas senis que tendem a aparecer nas pessoas de pele clara, por volta dos 40 anos. Neste caso a proteção precisa ser em relação a luz ultravioleta A e ultravioleta B, para evitar o fotoenvelhecimento precoce.
A hidratação é fundamental para manter a qualidade da pele das mãos, principalmente, se houver manipulação de agentes químicos; quando o uso rotineiro de luvas é recomendado. Os hidratantes devem ter substâncias que mantenham a água na pele e pode ser usado em toda a mão, inclusive nas unhas várias vezes ao dia. Para melhorar a hidratação, colocar luva plástica após o creme, permanecendo durante duas horas ou mais, pois através do aumento de temperatura o creme protegerá mais.

O álcool compromete a camada de gordura que reveste a derme, ele diminui a umidade natural e torna mais fácil a evaporação da água dos poros. Por isso, ao usar cremes, sabonetes e tônicos que contem com ele na fórmula, seu rosto pode acabar extremamente desidratado a longo prazo – ou seja, ressecado, sem brilho e com descamações.
A profissional orienta que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ações úteis para evitar o contágio pelo vírus incluem lavar as mãos até a metade do pulso, usar álcool em gel 70%, evitar tocar olhos, nariz e boca, limpar com frequências objetos e superfície de contato, entre outros.

As farmácias têm lucros enormes porque o álcool em gel apresenta demanda nunca antes tão expressiva. Porém, diz doutora Mariana, seu uso contínuo, embora essencial na luta contra a proliferação do Covid-19, deixa as mãos ressecadas. Ele age como antisséptico, ou seja, inibe a proliferação de micro-organismos. Seu uso frequente leva ao ressecamento da pele, então é fundamental em épocas como essa, intensificar a hidratação.
Não é só o álcool em gel que deixa as mãos ressecadas: o próprio sabonete, também muito recomendado durante épocas de surto de vírus, quando usado muitas vezes, pode ter esse mesmo efeito. É possível, porém, manter mãos macias e sedosas e estar segura do Coronavírus ao mesmo tempo: inclusive, os dois podem ser aliados. Já que não é possível diminuir o contato com produtos de limpeza pessoal nessa época, pode-se aumentar a proteção da pele dobrando o uso de cremes e protetores.
A aplicação do creme para as mãos deve ser feita após o álcool em gel secar. Primeiro deve ser aplicado o álcool em gel, em seguida, depois que ele secar, aplicar o creme para as mãos. Depois, é recomendado até mesmo que se passe o protetor solar.

O ressecamento das mãos, além de levantar questões estéticas, pode levar à descamação, envelhecimento precoce, irritações e até infecções. A hidratação, portanto, é uma medida de saúde, não só de beleza. “Uma boa rotina de hidratação mantém a integridade da camada de proteção cutânea e evita esses problemas”, afirma a médica.
Profissionais de saúde, que já sofrem com o ressecamento das mãos devido à limpeza constante, tendem a trabalhar mais em épocas de crises de saúde, ficando mais ainda suscetíveis aos problemas que uma camada de pele enfraquecida podem trazer.

Vale lembrar que o álcool em gel, para ser efetivo perante o vírus, precisa ter concentração de 70% de álcool. Produtos com maior concentração não matam o vírus, além de causar um ressecamento ainda maior da pele. Já o produto feito de forma caseira, além de não ser eficiente, pode ser perigoso. Em épocas de pandemia, limpeza e higiene devem vir em primeiro lugar, porém o cuidado com a saúde e o corpo devem continuar, prevenindo assim problemas futuros.
FOTOS: EMERSON CHAGAS/ESPECIAL PARA O NPDIARIO
Veja informações sobre álcool gel: https://npdiario.com.br/cidades/coronavirus-bioquimico-platinense-fala-tudo-sobre-alcool-gel/
E cuidados com a pele neste outono: https://npdiario.com.br/especial/medica-orienta-cuidados-com-a-pele-neste-outono/

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