André Ferraz lembra as precauções e cuidados necessários
Alimentação equilibrada, exercícios físicos, tomar bastante água, evitar contatos sociais, se isolar, usar equipamentos de proteção…Estas são algumas das recomendações que o ginecologista platinense André Bertoni Ferraz (fotos) faz para as grávidas do Norte Pioneiro.
Por decisão do Ministério da Saúde, a partir do mês de abril, estão oficialmente inclusas no grupo de risco ao Covid-19 gestantes e puérperas, mães de recém-nascidos com até 45 dias de vida. Segundo estudos feitos pela pasta, esse grupo está mais vulnerável aos efeitos do vírus.
Em nota, o Ministério destacou que as gestantes e as puérperas são mais suscetíveis a infecções em geral, e que a decisão que as inclui está baseada em estudos e conhecimentos já consolidados sobre a atividade de outros coronavírus e do vírus da gripe comum.

Devido às mudanças nos corpos e nos sistemas imunológicos, sabe-se que as gestantes podem ser severamente afetadas por algumas infecções respiratórias. É importante, por isso, que elas tomem precauções para se protegerem contra a Covid-19, e relatarem possíveis sintomas (incluindo febre, tosse ou dificuldades para respirar) para seus provedores de cuidados de saúde.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) continuará a revisar e atualizar suas informações e aconselhamentos. O Ministério da Saúde incluiu as gestantes no grupo mais suscetíveis aos efeitos da Covid-19, assim como as puérperas, ou seja, mulheres que deram à luz recentemente.
Antes, de acordo com o médico (filho do também médico Orlando Pinheiro Ferraz Filho) apenas gestação de alto risco era considerada condição clínica preocupante para desenvolvimento de complicações e casos graves da doença.De acordo com a pasta, essas mulheres são mais vulneráveis a infecções. É por isso que elas estão nos grupos de risco também do vírus da gripe, por exemplo.

“Estudos científicos apontam que a fisiopatologia do vírus H1N1 pode apresentar letalidade nesses grupos associados à história clínica de comorbidades dessas mulheres. Sendo assim, para a infecção pela Covid-19, o risco é semelhante pelos mesmos motivos fisiológicos, embora ainda não tenha estudo específico conclusivo.
Recomendações – Além de todas as medidas de prevenção já conhecidas e válidas para todos os grupos, como lavar as mãos com água e sabão e evitar aglomerações, as gestantes devem entrar em contato com seu obstetra de confiança caso apresente sintomas como febre, tosse ou dificuldade para respirar. O profissional irá orientar se há necessidade ou não de buscar o pronto atendimento hospitalar.

Além disso, segundo dr. André, mulheres que deram a luz recentemente devem restringir as visitas aos bebês para sua própria proteção e também para proteção do recém-nascido. Também é recomendável a higienização das mãos pela mãe antes e após os cuidados com o bebê.
O risco de infecção é o mesmo para qualquer ser humano, pois a maneira de ser infectado não depende necessariamente da questão imunológica ou da resistência orgânica do indivíduo, mas da presença do vírus em secreções que ele possa ter contato. Então, a mulher grávida corre o mesmo risco de contrair a doença que todos os demais.
A diferença da gestante está justamente na resposta do organismo ao vírus, pois as modificações imunológicas pelas quais a mulher passa durante a gravidez podem facilitar complicações no quadro de diversas doenças.

Numa situação de pandemia, a primeira precaução – é sempre salutar repetir – é intensificar a higiene pessoal, lavando muito bem as mãos. Para isso, o Centro de Controle de Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomendou a limpeza por, pelo menos, 20 segundos, com água, sabão e friccionando as mãos entre si. Nos casos em que não é possível fazer isso com frequência, a orientação é aplicar álcool na forma líquida ou gel com o mínimo de 70% de concentração, também friccionando as mãos.
Se a gestante contrair o novo coronavírus, ele pode ser transferido ao bebê? Tudo o que se sabe veio a partir das infecções SARS-Cov e MERS-Cov, que também foram causadas por coronavírus na China e no Oriente Médio em 2002 e 2012, respectivamente. Naquelas situações, não houve evidência de transmissão do coronavírus da mãe para o bebê ou confirmação de que a doença pudesse prejudica-lo na gestação. As grávidas infectadas,porém, apresentaram maior incidência de parto prematuro.
A mãe que contrai o coronavírus pode continuar amamentando? Sim, ela deve continuar a amamentação, respeitando os cuidados de usar máscara, lavar bem as mãos e evitar o contato do bebê com secreções de tosse ou espirro. Isso porque, ainda não há evidência consistente de que o novo coronavírus seja transmitido pelo leite materno, mas sabemos que é por meio desse alimento que a criança adquire anticorpos importantes para sua defesa.
O médico atende na clínica da família na Avenida Frei Guilherme Maria, 819, Santo Antônio da Platina. O telefone é (43) 3534-4164.
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