Morte de um homem por motoboys revolta Carlópolis: veja vídeo

Empurraram banco onde dormia sentado

 

Exclusivo: O corpo de João Batista de Matos, mais conhecido como João Pipoca (fotos) está no Instituto Médico Legal de Londrina e deverá chegar em Carlópolis no início da noite para ser cuidado pela Funerária Olsan (Organização de Luto Santo Antônio), de Joaquim Távora. Ele perdeu a vida nesta quinta-feira, dia cinco, às 19 horas no Hospital Evangélico, onde estava na Unidade de Tratamento Intensivo por causa de traumatismo craniano. Não resistiu.

Ficará no Velório Municipal Lauro Soares de Oliveira (R. Francisco Avelino Paiva, 389, no centro carlopolitano). O sepultamento será neste sábado, dia sete, em horário a ser definido pela família no Cemitério local.

O pai, Juarez Zeferino (falecido) conhecido como “Juarez Pipoqueiro” passou o apelido para João, que deixou a mãe Carmen, a filha, Eliany, dois netos, e quatro irmãos (José, Juarez, Claudinei e Wagner).

Na noite de terça-feira, dia 3, dormia sentado num banco na frente de um mercado na rua Andrino Soares, no centro de Carlópolis.

Dois jovens levantaram o assento e, com o movimento, o homem foi projetado para a frente batendo violentamente a cabeça contra o asfalto. Uma câmera de segurança registrou a descabida agressão (vídeo).

A dupla indicada por lesão corporal grave foi detida, mas permaneceu apenas um dia encarcerada.

Em depoimento, os dois argumentaram terem recebido uma orientação do proprietário do estabelecimento comercial para retirar do local o homem, que era doente (alcoólatra), embora não tivesse histórico de perturbação

O fato gerou indignação popular na cidade, “ele é doente, alcoólatra, mora com a mãe… Nunca fez mal para ninguém”, disse um parente, inconformado, exigindo punição aos acusados.

Nas redes sociais, há diversas manifestações de inconformismo, como no exemplo abaixo:

 

Fatalidade? Irresponsabilidade? Não se pode julgar nem condenar, mas é possível, neste momento de dor intensa na comunidade, que os dois motoboys sejam responsabilizados por homicídio culposo. Configura-se quando a morte é gerada pela falta de cuidado, atenção ou diligência, sem a intenção de matar,mas que assumiu o risco de causar o óbito. Uma imprudência.

No Código Penal (Art. 121, § 3º) prevê uma pena de prisão de um a três anos. A Reportagem não conseguiu o contato do advogado dos jovens.

Acompanhamos o caso e traremos atualizações a qualquer momento.

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