Ampliado cultivo de tilápias no Norte Pioneiro

 Prática pode ser alternativo para produtores 

O cultivo intensivo de tilápias pode ser a garantia de retorno financeiro do investimento feito na piscicultura. Técnicos do Instituto Emater de Santo Antônio da Platina e Cornélio Procópio, estão acompanhando dez propriedades que optaram pelo sistema, uma novidade no Norte Pioneiro.

A produtividade média dos tanques de cultivo intensivo chegou a 4.17 kg de peixe por metro quadrado. O resultado ficou bem acima do que se obtém nos tanques de manejo convencional que produzem, no máximo, 2,0 kg de peixe por metro quadrado.

Para comprovar a viabilidade da tecnologia do cultivo intensivo de tilápias em tanques escavados, técnicos do Instituto Emater implantaram 10 unidades de referência (URs), no ano de 2018, em Santo Antônio da Platina e Cornélio Procópio. Nessas unidades os peixes foram alimentados com uma ração que continha 30% de proteína. Parte desse insumo foi adquirida com recursos do programa Pro Rural. Os técnicos orientaram os produtores a criar cinco peixes por metro quadrado e também indicaram o uso de aeradores para melhorar a oxigenação da água.

As URs recebem assistência técnica quinzenal dos técnicos do Instituto Emater. O manejo da criação, a qualidade da água, o uso correto dos aeradores e a distribuição dos insumos são os principais pontos que os extensionistas discutem com os produtores.

Mas, a ação extensionista vai além da produção. Em novembro do ano passado o mercado da região estava com alta demanda por pescado. No entanto, a indústria frigorífica não conseguia abater os peixes no volume necessário. Um dos produtores assistidos, Luiz Reginaldo Zanette, seguiu as orientações dos técnicos e tornou-se um empreendedor. Ele abriu um “pesque-leve” em sua propriedade, o que permitiu a comercialização imediata da produção, com preços melhores que os praticados no mercado.

A UR da propriedade de Luiz Reginaldo Zanette foi instalada em janeiro do ano passado. Ele construiu um tanque com uma área de lâmina d’água de 1.700 metros quadrados, onde foram colocados 9.400 alevinos de tilápia. A renda líquida, descontadas todas as despesas, chegou a R$15 mil reais em um ciclo de 10 meses em uma pequena área. Na avaliação de Antônio Carlos Nadalete, o resultado foi bem positivo.

“A produção ultrapassou as sete toneladas de peixe na pequena área de lâmina d’água, atingindo a meta da proposta inicial de trabalho”, explicou o extensionista. Para ele, as URs comprovaram que o sistema intensivo de criação de tilápias é uma tecnologia possível de ser adotada e que, aos poucos, vem ocupando espaço na região. “Mas é fundamental que o sistema de criação tenha assistência técnica constante na propriedade para se obter o resultado esperado”, conclui Nadalete.

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