Ex-padre está preso em Ibaiti; advogados dizem ser inocente

Crimes sexuais em Santo Antônio da Platina e Carlópolis

Na manhã de terça-feira (dia 11), equipe da Polícia Civil platinense deu cumprimento a mandado de prisão por condenação transitada em julgado em desfavor de um homem de 51 anos, o qual estava em um riacho no bairro Vila Rica, quando foi abordado pelos policiais. A sentença foi de oito anos e dez meses em regime fechado.

O caso ocorreu em 2020 quando o delegado foi procurado por uma mãe com o relato de que o filho de 14 anos, que à época era coroinha, relatou ter sido abusado por um padre por duas vezes.

Segundo apurado pela investigação, e conforme o delegado Rafael Guimarães, após oitiva de testemunhas e da vítima, à época convenceu a família a deixar o filho realizar passeios em área rural na cidade de Santo Antônio da Platina e Carlópolis e nestes locais fornecia bebida alcoólica à vítima para embriagá-la e cometer os abusos sexuais.

Também é acusado de molestar outro menor em Jaguariaíva.

O processo era sigiloso, por envolver um pré-adolescente. Encarcerado inicialmente em Andirá, transferido depois  para a cadeia pública de Ibaiti, especifica para sentenciados por crimes contra dignidade sexual.

Os advogados Fábio Silva Mattos Melle e Luiz Henrique Furletto Picoloto, de Cornélio Procópio, que defendem o ex-padre saletino, disseram “não existirem provas concretas nos autos que deem a certeza absoluta para um pleito condenatório. Com toda certeza o tempo, como em inúmeros casos de injustiça demonstrado em nosso país, aclarará o erro no julgamento do nosso cliente”. “Ele é mais um inocente condenado”.

O religioso responsável pela Congregação dos Missionários de Nossa Senhora da Salette, informou que o então sacerdote perdeu o posto á dois anos por conta das investigações.

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