Partes usadas seriam descartadas, o que significa que não são nutritivas
Ana Carolina Schiabel Schmidt (fotos) é uma profissional conceituada em todo o Norte Pioneiro por seu comprometimento e expertise. Ela adverte sobre o consumo exagerado de salames, presuntos, entre outros.
As carnes processadas mais comuns, popularmente conhecidas como “embutidos” ou “defumados”, são bacon, salsicha, linguiça, presunto, mortadela, salame e peito de peru. São aquelas que foram processadas por defumação, salga, cura, fermentação e possuem muitos compostos químicos e são capazes de aumentar a retenção de líquido.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmou que o consumo elevado desse tipo de alimento pode ser responsável pela elevação do risco de câncer, pois carrega a nitrosamina, proveniente do nitrito e nitrato de sódio em alta quantidade, bem como gorduras e conservantes, os quais realçam o sabor e a cor dos alimentos embutidos. A entidade afirma que o consumo de 50g de carne processada por dia já é suficientemente danoso à saúde.
Os compostos químicos causam irritação e até lesão nas paredes do intestino, bem como alteração no DNA, o que corrobora com a possibilidade do desenvolvimento de câncer. Ademais, uma alimentação pobre em fibras pode deixar o funcionamento do intestino mais lento, e leva a maior exposição e contato do órgão com o sódio.
Também, principalmente entre os brasileiros, é comum que o consumo desses alimentos seja em conjunto com outros também não saudáveis, como aqueles ricos em calorias, como pão branco, gorduras e também com refrigerantes, o que abre um quadro de potencial colesterol alto e diabetes.
A profissional alerta sobre o alto nível de concentração de sódio que acaba por causar inchaço no corpo, como nos tornozelos, mãos e pés. Provoca também aumento da pressão nos vasos sanguíneos e pode elevar o risco de ataque cardíaco e derrame, outrossim a perda de cálcio nos ossos.
A recomendação é de que a alimentação seja sempre equilibrada, buscando combater o alto nível de sal e sódio no corpo, sendo a ingestão de água uma aliada, já que líquidos podem auxiliar na eliminação do que prejudica o corpo.
A salsicha é um dos piores embutidos, os quais são produzidos a partir de partes de animais, sejam eles bois, porcos, cabras, ovelhas, aves, peixes e frutos do mar. Essas partes podem ser pedaços da carne, das vísceras e até mesmo o sangue desses animais.
Os pedaços são triturados e envoltos por uma película de tripa – que pode ser natural, dos próprios bichos, ou artificial. É isso que dá a forma e também a estabilidade para a carne que está triturada.
Em alguns casos, o processo pode envolver mais algumas etapas, como a fermentação, a defumação e o recheio dos embutidos. Eles surgiram num período anterior à refrigeração de freezers e geladeiras, em que era preciso encontrar maneiras de conservar as carnes. Para isso, passaram a adicionar sal e envolver partes dos alimentos com as tripas, porque ela os protege das influências externas, do ambiente.
Exemplos de embutidos:
-
Presunto (cozido, Di Parma, cru, apresuntado;
-
Peito de peru;
-
Mortadela;
-
Salame;
-
Copa;
-
Pastrami;
-
Salsicha;
-
Tender;
-
Linguiça;
-
Carne enlatada;
-
Nuggets;
-
Steaks;
-
Hambúrguer.
Importante ressaltar que alguns dos itens apenas são considerados embutidos quando são industrializados. Se a linguiça, hambúrguer ou nuggets são feitos artesanalmente, em casa, eles não entram nesta classificação.
Se antes os alimentos embutidos levavam bastante sal para conservação das carnes, hoje o cenário mudou.
Quando começaram a ser produzidos pela indústria alimentícia, eles passaram a receber adição de açúcares, temperos artificiais e corantes, além de nitratos e nitritos, que auxiliam a manter a cor vibrante e fazem com que o prazo de validade do alimento aumente.
Além disso, hoje muitas vezes as partes de carne utilizadas são aquelas que seriam descartadas pela indústria, o que significa que não são muito nutritivas.

A longo prazo, estudos indicam que o consumo frequente de embutidos está associado ao aumento do risco de doenças crônicas, como doenças pulmonares obstrutivas, câncer, hipertensão e outras doenças cardiovasculares.
Abaixo, listamos algumas delas e a relação com o consumo de embutidos.
Diabetes
Os nitritos presentes nos embutidos podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Um estudo observou que pessoas com maior quantidade dessas substâncias na rotina alimentar tinham 53% mais chances de receber um diagnóstico de diabetes do que os participantes cujas dietas continham as menores quantidades de nitrito.
Doenças pulmonares
A quantidade de nitrito de sódio presente nos embutidos é alta e está relacionada ao aumento em 40% do risco de pessoas desenvolverem enfisema pulmonar e outras doenças obstrutivas do pulmão. Essa observação foi feita em estudos com milhares de pessoas que consumiam embutidos quase todos os dias.

Doenças cardiovasculares
Há dois itens na composição dos embutidos que agravam os riscos de doenças cardiovasculares: o sódio e a gordura em excesso.
Se uma rotina de alimentação que ultrapassa os limites de sódio indicados pela Organização Mundial da Saúde (2g de sódio por dia) já é propensa a causar problemas na circulação e no coração, o consumo de embutidos, que têm muito sódio na composição, também tem essa consequência.
Câncer
O nitrito de sódio presente nos embutidos se transforma em nitrosamina quando é digerido no estômago. Essa substância é cancerígena quando consumida com frequência e em grandes quantidades.
-
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o consumo de 50g de embutidos por dia aumenta em 18% a chance de desenvolvimento de câncer colorretal.
-
Um estudo descobriu que ingerir 9g de embutidos por dia aumenta em 21% o risco de mulheres desenvolverem câncer de mama.
As salsichas são basicamente feitas de carne de porco e bovinas, em processo de moer e triturar, misturadas com temperos e outros ingredientes. Primeiro, a carne de porco é moída e misturada com temperos como sal, pimenta e outras especiarias. Essa mistura é então embutida numa capa feita de um material que a gente pode comer, pode ser tripa de porco ou algo sintético.
Depois, as salsichas passam por um processo de cozimento, seja por fervura, defumação ou outros métodos. Isso garante que elas fiquem gostosas e seguras pra comer. Além da carne de porco, é importante sacar que tem vários tipos de salsichas. Algumas podem ser feitas com carne de frango, boi ou uma mistura de várias carnes. O lance é que a carne seja bem processada e misturada com os temperos certos pra dar aquele sabor característico das salsichas.
Consumo consciente
Os embutidos devem ser evitados na alimentação do dia a dia e não devem substituir alimentos in natura. Mas também é preciso levar em consideração a quantidade e frequência que se come.
Ingerir em pequenas porções (menos do que 50 g em um dia) e apenas de vez em quando não é um comportamento que traz riscos à saúde.

Para continuar garantindo a quantidade de proteínas necessária na sua alimentação diária e diminuir a quantidade de embutidos que consome, você pode inserir alimentos mais saudáveis na rotina. Abaixo, listamos algumas opções.
Alimentos saudáveis para substituir os embutidos na dieta
Carnes frescas – bovinas ou suínas;
Peixes- atum, salmão, tilápia, entre outros;
Aves – frango, peru, entre outras;
Castanhas – amendoim, castanha do pará, amêndoas, semente de abóbora, entre outras;
Grão – feijão, lentilha, grão de bico, soja, quinoa, milho, ervilha, entre outros;
Laticínios – leite, queijo, iogurte, entre outros.
Como prepará-los de maneira saudável?
Evite prepará-los com muita gordura;
Evite prepará-los com muitos condimentos artificiais;
Evite prepará-los com sal em excesso;
Combine-os com alimentos in natura, como legumes e verduras.

Compartilhe isso:
- Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Compartilhar no X(abre em nova janela) X
- Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
- Compartilhar no X(abre em nova janela) X
- Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp

Você precisa fazer login para comentar.