Cidade do Norte Pioneiro é uma das principais produtoras da fruta no País
Números preliminares relativos a 2020 do Departamento de Economia Rural apontam para um crescimento de 6% na produção e 4% na área de goiaba no Estado no ano passado. A análise é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária desta semana, elaborado pelos técnicos do Deral, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O prefeito carlopolitano, Hiroshi Kubo, aplaudiu mais essa conquista, lembrando o valor dos produtores e dos órgãos técnicos, “estamos felizes com mais esses números”, assinalou.
De acordo com o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, o município de Carlópolis, no Norte Pioneiro, é um dos principais produtores da fruta no País.

Os números consolidados de 2019 mostram que o Paraná produziu 35 mil e 400 toneladas de goiabas em uma área de mil e 300 hectares, gerando um Valor Bruto da Produção de 70 milhões de reais. O boletim aborda também os índices de comercialização da fruta no Paraná e em outros estados. Em 2020, nas cinco unidades das Ceasas no Paraná, foram comercializadas 2 mil e 200 toneladas de goiaba, somando cerca de 10 milhões de reais.
Do total, 80,3% eram do Paraná, tendo Carlópolis como o principal fornecedor, com mil e 200 toneladas e participação de 55% no volume. O engenheiro agrônomo também destaca a qualidade do produto feito no Paraná.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, Ceagesp, das 10 mil e 400 toneladas de goiaba comercializadas em 2020, Carlópolis foi o 5º principal ofertante, com pouco mais de 626 toneladas. O município também foi destaque na Ceasa Minas, em Belo Horizonte, na Central do Distrito Federal, em Brasília, e nas Ceasas de Goiânia e Rio de Janeiro.
Entre os demais produtos abordados no boletim estão o feijão, que registra queda nos preços e retração nas principais praças de consumo do País; e o milho, cuja segunda safra paranaense avança para a fase final e intensifica a colheita na próxima semana. As exportações do Complexo Soja no Paraná no primeiro semestre de 2021 somaram 7 milhões e 970 mil toneladas, com um volume financeiro superior a 3 bilhões de dólares. Na expectativa de melhoria nos preços, acredita-se que a maioria dos produtores de mandioca ainda vai concentrar os trabalhos no novo plantio da safra de 2021/22 em detrimento à colheita, como forma de reduzir a oferta de mandioca às indústrias (Colaboração:Felippe Salles/AEN).
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