Mandado de busca na residência do dono da RETROESCAVADEIRA

Não havia arma e nada ilícito

O Cartório de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Ribeirão Claro, que teve sua sede invadida, no último dia 22,  por uma retroescavadeira por indisposição entre o titular e um homem que acusa negligência num caso de divórcio, apresentou outro capítulo neste fim de semana. Houve mandado de busca e apreensão na residência do motorista, o comerciante Marco Aurélio Moura (foto).

A população local parece ter “aprovado” a iniciativa e fez carreata na cidade para mostrar seu apoio. A retro foi apreendida pela Polícia Militar, e inclusive o imóvel restaurado e já  reaberto.

O caso ganhou destaque na Imprensa do Paraná.

Um dos advogados, Murilo Pedrão, fez declarações. Apenas se equivocou – talvez por ruído de comunicação – com relação a motivação principal do ato: O divórcio, amigável, entre Marco e a ex-mulher.

O advogado da separação (feita há quase quatro anos), Ricardo David Chammas Cassar, reafirmou à Reportagem, na tarde deste sábado, dia 30, que a causa mais grave foi decorrência mesmo de não se conseguir o registro “pois o cartorário pede novas diligências e pedidos absurdos que a legislação não exige”, disse.

Há outras razões, sim, porém no ato que virou notícia teve, sim, o fulcro do divórcio.

Veja também: https://npdiario.com.br/capa/reportagens-do-npdiario-repercutem-no-fantastico-assista/

Murilo disse o que segue abaixo:

“Em razão de várias inverdades que estão sendo divulgadas nas redes de comunicação, a defesa de Marco Aurélio Moura vem a público se manifestar. Nesta sexta-feira, dia 29, houve um cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Marco Aurélio Moura, objetivando encontrar objetos ilícitos como arma de fogo. Eu e meu sócio, Dr. Lucas, acompanhamos integralmente a realização deste ar. E, por óbvio, nada de ilícito foi encontrado.

Marco Aurélio Moura é uma pessoa de bem, pai de família, gerador de economia para a nossa cidade e gerador de emprego para a população. O que houve no dia 22 de agosto de 2025 no cartório de registro de imóveis, como percebe-se dos vídeos que foram divulgados, foi um ato de protesto. Evidentemente que a conduta não se justifica, visto que existem meios legais para combater eventuais diligências solicitadas de forma ilegal, se for o caso. De todo modo, embora não haja justificativa para o que aconteceu, se verifica que existe um descontentamento da população em geral.

Vejam os comentários que estão circulando…

Houve um abaixo-assinado com mais de mil apoiadores pedindo a remoção do cartorário.

Por óbvio, sabemos que não é assim que funciona, mas o que se busca aqui é demonstrar que algo está fugindo da normalidade. Não é possível que mais de mil pessoas assinaram sem que tenha qualquer tipo de fundamento. Além disso, menos de 24 horas depois da ocorrência dos fatos, a população de Ribeirão Claro, sem qualquer interferência, manifestação ou pedido de Marco Aurélio Moura, se reuniu para a realização de carreata.. E entendo que não em favor do ato de Marco Aurélio Moura, mas também como uma forma de  protesto pelos serviços realizados pelo Cartório. Isso demonstra um descontentamento geral da população com relação ao serviço prestado pelo Cartório. Se certo ou errado, isso deve ser apurado, mas o fato é que a população não está satisfeita com o que vem acontecendo.

E isso não é algo comum que acontece com frequência em outras comarcas. Ainda é importante dizer que vários meios de comunicação estão distorcendo a realidade, dizendo que a motivação desse ato se deu em razão de que o divórcio não saía. Isso não é verdade. Marco Aurélio está separado há quatro anos, possui uma filha de oito anos com a ex-mulher e existe uma relação entre eles harmoniosa. Marco Aurélio Moura não se furtará de suas responsabilidades. Inclusive, já se colocou à disposição para ressarcir os danos causados. E continuará à disposição da Justiça para os demais esclarecimentos”.

Deixe um comentário

Pesquisar

Digite abaixo o que deseja encontrar e clique em pesquisar.