E debate preservação das abelhas no campo
O Ministério Público realizou na manhã desta sexta-feira, dia 23, o evento de apresentação do “Pólen APP”, aplicativo para celular voltado à proteção de abelhas e polinizadores. Ferramenta desenvolvida pelo Ministério Público do Paraná visa agilizar o registro de mortandade de polinizadores e incentivar a convivência harmoniosa e sustentável entre a agricultura e a apicultura.
A implementação da ferramenta tecnológica no Norte Pioneiro partiu do convite e da articulação institucional da Promotora de Justiça Kele Cristiani Diogo Bahena para replicar na região do GAEMA de Santo Antônio da Platina a experiência bem-sucedida desenvolvida pelo GAEMA da Região de Campo Mourão, expandindo a proteção aos polinizadores para os 40 municípios da regional platinense. O evento reuniu autoridades, produtores rurais, cooperativas e técnicos no auditório do Sicredi, com o objetivo de fortalecer a fiscalização ambiental e promover o diálogo regional.
O Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo ou Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) é um órgão especializado do Ministério Público brasileiro, criado para combater infrações ambientais, urbanísticas e de habitação de grande complexidade ou repercussão regional.

Exposição técnica e prevenção – A apresentação principal do encontro foi realizada pela Dra. Rosana Araújo de Sá Ribeiro, Promotora de Justiça e Coordenadora do GAEMA da Região de Campo Mourão. A mesa de exposição contou com o apoio de sua equipe de trabalho — composta pela assessora Thalita Andrea Santos Rosa Gorri e pela residente Marta Sousdaleff —, além da participação do engenheiro agronômico Ricardo Witzel, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (CAOP) do Meio Ambiente do MPPR.
Durante a iniciativa, foram abordadas as principais causas da mortandade de abelhas e as ações preventivas desenvolvidas pela instituição para combater o problema. A Dra. Rosana detalhou o funcionamento do “Pólen APP”, desenvolvido para permitir que qualquer cidadão notifique com rapidez ocorrências de morte de abelhas e colmeias.
O registro ágil possibilita a coleta precoce de evidências para verificar se as mortes foram causadas por ação humana, como a aplicação inadequada de defensivosagrícolas, responsabilizando eventuais infratores e promovendo a reparação dos danos ambientais. Desde o início do uso da ferramenta, registros de cidadãos paranaenses já auxiliaram na apuração de denúncias envolvendo milhões de abelhas atingidas.

Convivência harmônica no setor produtivo – Outro ponto de destaque no encontro foi o reforço sobre a importância da boa convivência entre os produtores rurais e os criadores de abelhas. A coordenação do GAEMA esclareceu que a utilização de agroquímicos, quando realizada com técnicas corretas e observando as normas de aplicação, não deve trazer prejuízos ao ecossistema. A cooperação mútua entre agricultores, apicultores e meliponicultores é essencial para evitar transtornos ambientais e garantir a sustentabilidade no campo, beneficiando também a agricultura por meio do serviço fundamental de polinização prestado pelas abelhas.
Mobilização regional e diálogo – O evento registrou expressiva participação de apicultores e meliponicultores de diversos municípios que integram a regional do GAEMA de Santo Antônio da Platina, acompanhados pelos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente das respectivas localidades. O encontro contou também com a presença de representantes do Instituto Água e Terra (IAT/PR), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR/PR) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).

Durante as apresentações, o público presente teve espaço garantido para formular perguntas e esclarecer dúvidas diretamente com a equipe técnica e os promotores.
Valorização da produção local – Como atrativo complementar e valorização da cultura regional, o município de Arapoti — reconhecido como o maior produtor estadual de mel do Paraná — promoveu uma exposição de produtos locais. Os participantes do evento puderam conhecer e degustar méis, própolis, queijos e geleias de produção municipal, destacando a relevância socioeconômica e a qualidade da apicultura paranaense.














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