“Investigados permaneceram no local, auxiliaram no atendimento e tiveram liberdade provisória concedida pela Justiça”
Exclusivo: A defesa de Everton Junior Gomes da Rocha, de 18 anos, e Gabriel Ferreira Roberto, de 25, investigados pela ocorrência que resultou na morte de João Batista de Matos, em Carlópolis, divulgou nesta sexta-feira (6) uma manifestação exclusiva ao NP Diário para apresentar a versão dos dois jovens sobre o caso.
São Representados pelo advogado Ilton Inácio (foto e vídeo) OAB/PR 116.114:
Inicialmente, a defesa manifesta seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos da vítima, reconhecendo a gravidade e a tristeza do ocorrido.
Entretanto, considera necessário esclarecer que, segundo a versão apresentada pelos investigados, em nenhum momento houve intenção de agredir, machucar ou causar a morte do senhor João Batista.
Os dois jovens trabalham em um ponto de mototáxi próximo ao supermercado onde ocorreram os fatos. Na ocasião, conforme relatado à defesa, foram atender a um pedido de um funcionário do estabelecimento para retirar um banco do local, não existindo, segundo os investigados, qualquer intenção de prejudicar a pessoa que nele estava sentada.
Durante a movimentação do banco, infelizmente, ocorreu a queda que resultou nas graves consequências posteriormente verificadas.
A defesa destaca que existem imagens de vídeo relacionadas à ocorrência, cuja análise poderá contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos acontecimentos.
Outro aspecto relevante é que, conforme a versão dos jovens, eles não fugiram do local após o ocorrido. Ao contrário, permaneceram presentes, auxiliaram no atendimento e ajudaram a colocar o senhor João Batista na ambulância, demonstrando, segundo a defesa, que não pretendiam causar qualquer mal à vítima.
Ambos são jovens trabalhadores, primários, possuem residência fixa e vínculos familiares, além de lamentarem profundamente o desfecho dos acontecimentos.
A defesa informa, ainda, que a Justiça deferiu o pedido de liberdade provisória formulado em favor dos dois investigados, permitindo que respondam ao procedimento em liberdade, observadas as determinações judiciais.
Ressalta-se que a concessão da liberdade provisória não representa o encerramento da investigação ou uma decisão definitiva sobre os fatos, mas assegura aos investigados o exercício de sua defesa em liberdade.
A defesa reafirma seu compromisso com o esclarecimento da verdade, o respeito à memória da vítima e a observância das garantias constitucionais, especialmente a presunção de inocência e o devido processo legal.
A dor da família da vítima merece absoluto respeito, assim como a responsabilidade dos investigados deve ser apurada com serenidade, mediante análise das provas e sem condenações antecipadas.
Esta manifestação é encaminhada com exclusividade ao portal NP Diário, para conhecimento da população e esclarecimento da posição oficial da defesa.
Carlópolis, 06 de novembro de 2026.
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