ADVOGADOS de acusação e defesa falam do caso do ácido: veja vídeos

Vítima mora hoje em Londrina e estuda Direito

 

Conforme o Npdiario antecipou em primeira mão, a  Comarca de Jacarezinho realizará na próxima segunda-feira, 8 de junho, a sessão do Tribunal do Júri que julgará Débora Custódio (foto acima à esquerda) e Marlon Ferreira Neves (foto acima na capa), acusados de tentativa de feminicídio contra Isabelly Aparecida Ferreira Moro (fotos abaixo), hoje com 30 anos.

O julgamento está marcado para começar às nove horas, no Salão do Tribunal do Júri, e será realizado de forma presencial perante o Conselho de Sentença(sete pessoas).

Passados os dois anos desde o episódio, Isabelly reconstruiu sua rotina e atualmente reside em Londrina. Ela trabalha no segmento comercialização de veículos e cursa o quarto período de Direito.

O advogado de acusação, Ilton Inácio (vídeo abaixo), que representa Isabelly, adiantou que não apresentará  testemunhas extras no Tribunal e que serão utilizadas “as mesmas provas testemunhais já registradas nos autos e produzidas durante a instrução processual”.

Tatiane Souza Paiva que atuará presencialmente na defesa de Marlon, disse que o caso não possui elementos que caracterizem efetiva tentativa de feminicídio e confia que o julgamento será baseado nas provas dos autos.

O rapaz, que está hoje com a barba ainda maior, declarou na sua confissão que pretendia apenas ” dar um susto” em Isabelly, pois pretensamente ela estaria passando em frente à carceragem no horário de visitas e zoando de Débora, com a qual tem um filho de quatro anos.

O Núcleo Maria de Penha de Jacarezinho acompanhará pessoalmente o julgamento.

 

 

Segundo a acusação, o feminicídio tentado está relacionado à alegação de que o crime teria sido praticado contra uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar ou por razões da condição do sexo feminino. Já a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima refere-se à hipótese de ela ter sido surpreendida, sem possibilidade efetiva de reação. O motivo fútil diz respeito à suposta desproporção entre a motivação do crime e a gravidade da conduta, enquanto o meio cruel está relacionado à alegação de sofrimento intenso ou desnecessário causado à vítima.

A confirmação ou não dessas qualificadoras caberá exclusivamente aos jurados, que vão avaliar as provas apresentadas durante a sessão.

Como será o julgamento – Seguirá o rito previsto para os processos de competência do Tribunal do Júri. Inicialmente serão ouvidas as testemunhas e demais pessoas eventualmente convocadas. Na sequência, os acusados poderão ser interrogados.

Após a fase de instrução em plenário, Ministério Público, Assistência de Acusação e Defesa apresentarão seus debates orais. Ao final, os jurados responderão aos quesitos formulados pelo juiz presidente do Tribunal do Júri e decidirão sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

A definição sobre a participação e oitiva das partes e testemunhas será conduzida pelo Juízo responsável pela sessão.

A assistência de acusação informou que não apresentou novas testemunhas para o julgamento, utilizando as mesmas provas testemunhais já produzidas durante a fase de instrução processual.

Durante o julgamento, a atuação da assistência terá como objetivo apresentar aos jurados os elementos reunidos ao longo da investigação e do processo, buscando contribuir para que a decisão seja tomada com base nas provas constantes dos autos, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Questionado sobre eventual condenação, o assistente de acusação destacou que a definição de penas depende de uma eventual decisão condenatória dos jurados e da posterior dosimetria realizada pelo magistrado responsável, não sendo possível antecipar quaisquer expectativas reais em relação ao tempo de pena.

Veja abaixo vídeo de Jean Campos (vídeo abaixo) advogado que atua na defesa de Débora Custódio:

 

Recuperação e nova fase de vida – Segundo a assistência de acusação, embora experiências traumáticas deixem marcas profundas, “Isabelly tem demonstrado força e determinação para seguir em frente”. Com suporte da família e de pessoas próximas, “vem retomando seus projetos pessoais e profissionais, conciliando trabalho e estudos, em uma trajetória marcada pela superação e resiliência”.

O caso volta agora ao centro das atenções com a realização do julgamento, quando caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade dos acusados e o desfecho judicial de um dos processos mais acompanhados pela comunidade regional.

A Reportagem acompanha dia a dia e trará mais detalhes a qualquer momento.

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