Simulava grife europeia em laboratório clandestino


Um homem residente em Santo Antônio da Platina foi preso nesta quarta-feira, dia 15, pelo Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
A Operação Alquimia teve como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa voltada à fabricação clandestina, adulteração e comercialização ilegal de anabolizantes, além da prática de lavagem de dinheiro. O grupo, que atuava há cerca de cinco anos, teria obtido lucro anual estimado em R$ 2,5 milhões, conforme apurado nas investigações.
A organização mantinha uma estrutura capilarizada, com rede de distribuição ativa em diversas cidades, como Santo Antônio da Platina, Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé, onde foram cumpridas as ordens judiciais.
Ouça clicando no link abaixo a explicação em aúdio:
Áudio do Promotor de Justiça Marcelo Alessandro Gobbato


As medidas judiciais, expedidas pela 4ª Vara Criminal de Maringá, incluem 16 mandados de busca e apreensão domiciliar e em estabelecimentos comerciais, nove de busca pessoal, além da prisão temporária de dois suspeitos apontados como líderes do esquema. Também foram determinadas medidas de sequestro de veículos de luxo e bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12 milhões.
As ordens ainda estão sendo cumpridas, mas, até o momento, foram registradas dez prisões (duas temporárias e oito em flagrante). Também foram apreendidas quantidades significativas de anabolizantes e uma estufa de maconha.
Esquema – As investigações tiveram início em abril de 2025 e identificaram um modus operandi que enganava consumidores e inflacionava preços por meio da criação de uma marca fraudulenta. O grupo utilizava designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando origem europeia para conferir um caráter “premium” aos itens. A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Maringá e de aproximadamente 70 policiais, dentre eles integramtes da Tropa de Choque da Polícia Militar.

Na prática, a produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições mínimas de higiene ou controle sanitário. Em um dos locais, o preparo dos anabolizantes era feito em banho-maria, sobre fogão doméstico, com uso de óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis.
s. Os produtos eram destinados a centenas de usuários, principalmente em academias e centros de artes marciais, mas também alcançavam o varejo farmacêutico e clínicas de estética, onde eram aplicados sob a aparência de tratamentos de alta performance, representando risco à saúde pública.

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