“Foi um caso pontual”
A médica Luciana Nascimento (fotos) foi Responsável Técnica do Pronto Socorro Municipal durante três meses. Houve uma indisposição com uma colega de trabalho e ela acabou sendo dispensada do trabalho. Por rede social, condenou a forma como a secretaria de Saúde de Santo Antônio da Platina a tratou.
Adriana Mendes foi procurada e explicou ter sido “um problema pontual de Recursos Humanos e já resolvido”, e também “que foram tomadas todas as providências”.
” A doutora Luciana é profissional respeitada e de família conceituada na cidade, eu gosto dela, mas foi uma decisão da gestão”, adicionou a secretária.
“O PS melhorou muito o atendimento, está sendo bem administrado com esforço do governo Gil Martins…Procuramos criar condições para um ambiente salutar e não houve negligência nem omissão, já normalizamos e tomamos providências para o caso. Confiamos muito no trabalho de nossa equipe. Nosso objetivo é prosseguir com uma administração humanizada e atendendo a população”, concluiu.
Abaixo, o texto integral da médica:
Diante das inúmeras ligações e mensagens que venho recebendo nos últimos dias de pacientes, colegas médicos e amigos, senti que é meu dever esclarecer os fatos e relatar a verdade sobre o que realmente aconteceu no Pronto-Socorro Municipal de Santo Antônio da Platina.
Meu nome é Luciana Nascimento, médica clínica geral com vasta experiência em pediatria, incluindo cursos e pós-graduação na área, além de capacitações em urgência e emergência adulta e pediátrica, reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina. Atualmente, estou me especializando em atenção primária à saúde pelo programa do governo federal.
Até recentemente, atuei como responsável técnica do pronto-socorro de Santo Antônio da Platina, função para a qual fui convidada pela atual gestão municipal, representada pelo Sr. Gil Martins e a Sra. Adriana Mendes.
Na segunda-feira, dia 26/05/2025, fui chamada à Secretaria de Saúde. Sem qualquer documento oficial ou justificativa formal, foi solicitado que eu pedisse demissão da função de responsável técnica, sob a alegação de um conflito com uma funcionária pública. A acusação era de que eu teria tido um “problema pessoal” com essa servidora.
A verdade é que, enquanto responsável técnica, eu vinha cobrando, de forma recorrente e documentada, insumos, medicações e a devida presença da responsável pelo setor, que frequentemente se ausentava do seu local de trabalho. Todas essas situações foram comunicadas à própria Secretaria, uma vez que, conforme determina a legislação, o responsável técnico deve atuar de forma vigilante e proativa diante de falhas administrativas ou assistenciais.
Com o tempo, essa servidora percebeu que minha presença comprometida e constante incomodava, justamente porque eu via que ela raramente estava no horário de trabalho e relatava tais faltas. A partir daí, iniciou-se uma verdadeira campanha de desestabilização, onde ela passou a espalhar calúnias entre os servidores, dizendo que eu havia feito coisas que jamais cometi. Sem qualquer prova, apenas com insinuações maldosas, criou um ambiente hostil e insustentável, manipulando colegas e usando da influência que mantém com o prefeito para se proteger e minar minha credibilidade.
Tentei por diversas vezes contato com o prefeito, que não me atendeu. A própria secretária de saúde, embora dissesse estar ciente de tudo, admitiu ter medo da referida servidora. Isso revela o nível de influência que essa pessoa exerce dentro da estrutura pública, mesmo atuando de forma prejudicial ao serviço e à ética profissional.
Apesar disso, fui desligada do cargo sem nenhuma notificação formal. E o que é ainda mais grave: a própria secretária apresentou o novo responsável técnico diretamente aos profissionais do pronto-socorro, em uma reunião, sem sequer ter me entregue qualquer documento oficial comunicando minha dispensa. Um total desrespeito à ética, à legalidade e à dignidade profissional.
Reitero meu profundo respeito aos profissionais que exercem sua função com ética e seriedade. Mas lamento profundamente a forma como fui tratada de forma injusta, desleal e com total omissão diante de um ambiente tóxico e insustentável.
Continuo à disposição para esclarecer todos os fatos às autoridades competentes, inclusive ao Conselho Regional de Medicina, caso necessário.
Respostas de 5
Dr faz a denúncia ao ministério público,sobre Gil está protegendo a servidora isso e vergonhoso
Que absurdo, conheço a Dra. Luciana, ela jamais faria algo para prejudicar alguém, está nítido o envolvimento político em questão.
Drª Luciana, esse é caso para apreciação do Judiciário!
Pelo que pude observar na materia a medica ta com a razao quiz colocar ordem na casa e foi sacrificada, acho eu que esta servidora que devia sair do cargo pois nao estava cumprindo com sua obrigaçao, meu amigo Gill acho que voce deveria ter recebido e ouvido melhor a medica .
A medica esta coberta de razao misericordia vamos ouvir a medica prefeito gill