Títulos eleitorais sem validade superam quarto maior Colégio Eleitoral da região da Amunorpi

A Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), com sede na Rua Tiradentes, área central de Santo Antônio da Platina, reúne 26 municípios. O maior colégio eleitoral destes municípios está em Santo Antônio da Platina com 32.391 eleitores aptos a votarem em dois de outubro, conforme o Cadastro Eleitoral dos Dados Estatísticos tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR). O segundo maior colégio eleitoral é de Jacarezinho com 31. 783, ou seja, 608 eleitores a menos que o município platinense. Em terceiro lugar está Ibaiti com 22.681 eleitores e, em quarto lugar, Cambará(foto), com 18.660 pessoas em condições de votar. O que chama a atenção é que os dados estatísticos apontam que na região da Amunorpi foram suspensos 3.513 títulos e 18.889 títulos cancelados, totalizando 22.402 títulos sem validade para as eleições municipais de 2016, número este que é superior à quantidade do quarto maior colégio eleitoral da Amunorpi.
A soma dos 26 municípios da Amunorpi apresenta 274.477 eleitores em condições de votar nas eleições municipais deste ano. Os três menores colégios eleitorais são: Barra do Jacaré, com 2.686 eleitores; Jundiaí do Sul, com 2.783 e Conselheiro Mairinck, com 3.141, quer dizer, a quantidade de votos suspensos entre os 26 municípios, que soma 3.513, é superior a quantidade de votos do terceiro menor colégio eleitoral da região.
A reportagem do npdiario apresenta a seguir a quantidade de eleitores aptos a votarem por município pertencente à Amunorpi: Abatiá (6.078), Andirá (17.673), Barra do Jacaré (2.686), Cambará (18.666), Carlópolis (11.662), Conselheiro Mairinck (3.141), Curiúva (11.406), Figueira (6.984), Guapirama (3.914), Ibaiti (22.681), Jaboti (4.162), Jacarezinho (31.783), Japira (4.261), Joaquim Távora (8.853), Jundiaí do Sul (2.783), Pinhalão (5.688), Quatiguá (6.501), Ribeirão Claro (9.454), Ribeirão do Pinhal (11.456), Salto do Itararé (4.549), Santana do Itararé (4.728), Santo Antônio da Platina (32.391), São José da Boa Vista (4.935), Siqueira Campos (16.053), Tomazina(6.811) e Wenceslau Braz (15.178).
Outra realidade constatada é a que envolve a região da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop) que reúne 20 municípios, entre os quais, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Curiúva, Itambaracá, Nova Fátima, Santa Amélia, Santa Mariana, Sapopema. A quantidade de eleitores em condições de votos na região da Amunop é de 175.550, sendo que 11.894 títulos foram cancelados e 2.303 foram suspensos, totalizando 14.197 sem efeito.
O maior colégio eleitoral da região da Amunop é Cornélio Procópio com 37.691 eleitores. Em segundo lugar está Bandeirantes, com 25.716 eleitores e, em terceiro, Assaí, com 12.373. Os menores colégios eleitorais desta região são: 1º Santo Antônio do Paraíso (2.376), 2º Santa Cecília do Pavão (3.164), 3º Santa Amélia (3.258).
Os municípios de Arapoti, Jaguariaíva e Sengés estão vinculados à Associação dos Municípios dos Campos Gerais, com Ponta Grossa, Piraí do Sul, Ventania, entre outros. Em Arapoti o eleitorado com condições de voto é de 18.891. Jaguariaíva tem 25.950 eleitores aptos a voto e, Sengés, 14.244.
A Chefe do Cartório Eleitoral no Fórum Eleitoral ‘Dr. Benedito Cardoso da Silveira’, Ana Paula Pavanini Naves, informou que no caso dos títulos cancelados há três justificativas. “A primeira é relacionada às pessoas que faleceram a menos de seis anos. Depois deste período os títulos são automaticamente varridos do cadastro eletrônico”, disse ela. No segundo caso “trata-se do eleitor que deixa de votar, de justificar ou paga a multa em três eleições consecutivas”, incluso quando acontece segundo turno.
E a terceira razão para o cancelamento do título “é quando o eleitor deixa de comparecer na revisão do eleitorado, que acontece de acordo com decisão do TSE, ou seja, o Tribunal organiza um calendário de recadastramento de título e, o último ocorreu em 2003”, destacou Ana.
Com relação aos títulos eleitorais suspensos a Chefe do Cartório Eleitoral de Santo Antônio da Platina disse que há alguns motivos que levam a esta iniciativa. O primeiro caso é basicamente às pessoas que são condenadas criminalmente.
Outro caso é para com os jovens que prestam o Serviço Militar. Há também a suspensão daqueles que são condenados por improbidade administrativa; aqueles que se recusam a cumprir a obrigação a todos imposta, quer dizer, a pessoa pertence, por exemplo, a uma determinada crença religiosa que não vota, também não presta serviço militar e não cumpriu prestação de serviço alternativa para suprir a justificativa, daí o título é suspenso, mas, segundo Ana Paula, há no máximo 200 casos semelhantes em todo o País. Em Santo Antônio da Platina ocorreu um caso isolado em 2007, mas hoje já solucionado.

Texto e fotos: Jornalista Fábio Galhardi/Especial para o npdiario.

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