Sem rígido controle a situação inverte-se em pouquíssimo tempo 
Com populações equivalentes a Bolívia (11,3 milhões de habitantes) entrou em colapso de sua saúde pública e privada, colocando em alerta vermelho as autoridade sanitárias do Paraná, com seus 11 milhões de habitantes.
O Paraguai (7 milhões de habitantes) alertou que com a flexibilização no seu comércio houve um crescimento de casos de coronavírus e afeta estratégia, voltando aa restrições para não sofrerem como a Bolívia.
Com a covid em pleno crescimento, os hospitais não têm espaço para atender a todos os doentes”
O Instituto Estatal Forense daquele país recomendou a compra de caminhões refrigerados para armazenamento dos cadáveres – os cemitérios já entraram em colapso e os mortos são enterrados em vala comum. “A recomendação é que as autoridades adquiram ou aluguem carros refrigerados para abrigo temporário dos corpos”, explicou o diretor do instituto, Andrés Flores.
O principal hospital de La Paz – capital da Bolívia – “está lotado, tanto em pacientes de internação quanto em terapia intensiva”, alertou o diretor de saúde, Cristian Pereira. O segundo centro de saúde de referência da cidade que também atende pacientes com a doença “também ficará lotado” ainda nesta semana, ressaltou.
Preocupante – Guardada as devidas diferenças na estrutura de saúde e oferta de testes entre a Bolívia e do Paraná, os dados da doença são mais preocupantes e mostram que se não houver rígido controle a situação inverte-se em pouquíssimo tempo.
O Paraná teve mais 1.530 diagnósticos positivos e 31 mortes pela Covid-19, e subiu para 33.939 o número de casos confirmados e 837 o total de mortes de paranaenses.

A Bolívia superou mais de 1,5 mil mortes por coronavírus, 46 mil casos confirmados e suspeitos, entre eles seis parlamentares. Só em um dia, o país registrou 1.036 novos casos. Se não houver controle da doença, os epidemiologistas paranaenses temem uma situação análoga à da Bolívia.
É preciso dizer ainda que a estrutura hospitalar do Paraná não é infinita.O Estado tem a capacidade de leitos até certo ponto e há um limite de contratação da equipe multiprofissional especializada e treinada.
Avanço – Se não segurar a curva ascendente de casos, o estado não terá leitos, equipes profissionais intensivistas e remédios anestésicos, que já estão faltando em muitas unidades no Brasil.
As pessoas de repente esqueceram como se começa um foco disseminador da doença, e que em poucos dias colapsa todo o setor de saúde”
O principal e mais efetivo remédio, por enquanto, é o isolamento domiciliar, higiene pessoal e o distanciamento social. Não pode-se cometer erros e alguns prefeitos parecem mais preocupados com a eleição do que continuar enfrentando a mais séria doença que o mundo enfrenta.
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