Colheita acaba e Norte Pioneiro oferece café de alta qualidade novamente

Região contribui em torno de 60 % da produção cafeeira no estado

O término da colheita do café no Norte Pioneiro é o destaque da economia regional, até porque exibe números robustos, sendo produtor de cerca de 60 por cento do total do fruto no Paraná.

Segundo Fernando Emmanuel, Chefe do Núcleo Regional da Seab(Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento), sediado em Jacarezinho, as 35 sacas em média de produtividade estão boas, “nossa  colheita rendeu alta qualidade porque tivemos muita seca, o que favorece”, informou.

São  19.500 hectares de área plantada nesta safra, com Carlópolis sendo o município maior produtor com 5.200 hectares, adicionou Fernando, comentando também que o preço de R$ 495 reais a saca de 60 quilos está razoável, mas poderia ser melhor.

O Café do Norte Pioneiro foi o primeiro produto a obter o registro de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). A tradição e a importância do café para o desenvolvimento da região são fatores que impulsionaram essa conquista obtida já há sete anos. Os produtos com registro de Indicação Geográfica são aqueles com características diferenciadas por serem produzidos em uma região ou território específicos.

Os benefícios do registro de IG para a produção cafeeira são confirmados na prática. A atividade ajudou a desenvolver uma região inteira, no caso, todos os 46 municípios do Norte Pioneiro.

A colheita do café da safra 2019/20 já está encerrada em todo o Paraná. Os números finais de produção ainda serão aferidos pela equipe de campo do Deral, mas a estimativa é de que tenham sido produzidas 943 mil sacas de 60 quilos em uma área de 35.556 hectares. Caso o número se confirme, a produtividade média será de 26,5 sacas por hectare, ligeiramente superior à obtida na safra anterior.

O clima quente e seco predominante na safra que se encerra provocou efeitos distintos. No período da frutificação, foi desfavorável para o desenvolvimento da cultura, mas, ao persistir durante a colheita e secagem, garantiu que o produto resultante fosse de boa qualidade. A manutenção do mesmo clima desde o primeiro semestre deste ano já passa a preocupar os cafeicultores em relação ao potencial produtivo da próxima safra.

A comercialização ainda está em ritmo lento, com os produtores optando pela venda apenas para cobrir despesas imediatas. Estima-se que 43% da produção estão negociados, repetindo o que se observou no mesmo período do ano passado. As cotações no mercado físico estão sujeitas às incertezas econômicas e financeiras internacionais, mas o que se observa é que a remuneração ao produtor está abaixo do custo de produção.

Leia também entrevista exclusiva do npdiario com Norberto Ortigara, secretário de Agricultura do Paraná neste link: 

https://npdiario.com.br/economia/exclusivo-governo-estadual-vai-ampliar-agronegocio-no-norte-pioneiro-video/

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