Governo descontará horas paradas de servidores

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni confirmou que o Governo do Estado vai descontar os dias parados dos servidores públicos que mantiverem a greve iniciada nesta quarta-feira (15). Rossoni salientou que pode ser negociado o abono da falta do dia 15, desde que as categorias retomem imediatamente as atividades normais.
A medida foi comunicada durante reunião com dirigentes do sindicato que representa os professores, no Palácio Iguaçu, em Curitiba.Não vamos abrir mão de descontar a falta”, disse o secretário. “O governo não aceita greve por tempo indeterminado e os pais não concordam em pagar carga tributária tão alta e não contar com seus filhos em sala de aula”, adicionou.
Estamos sempre abertos para um diálogo responsável e construtivo. A valorização dos servidores é uma marca deste governo. No magistério, por exemplo, a evolução salarial chegou a 146% desde 2011, para uma inflação de 49%”
O secretário disse aque o governo estadual promoveu importantes avanços na educação nos últimos anos, que não são reconhecidos pelas lideranças sindicais, mas agora o momento exige cautela e responsabilidade dos gestores públicos. “O governo está correto em sua
conduta. Investiu 34,5% da receita em educação, mais do que o mínimo constitucional”, lembrou o secretário.
PROMOÇÕES – Além da disposição em negociar o abono da falta desta quarta, o chefe da Casa Civil também abriu a possibilidade de negociação de um calendário para pagamento de promoções e progressões em atraso.
Ele disse que todas as dívidas serão quitadas neste ano, mas pediu a participação dos servidores na discussão.
Outra situação que o governo se dispõe a avaliar é a reabertura do debate sobre a resolução que estabeleceu novos critérios para a distribuição de aulas extraordinárias. “É isso que o governo pode oferecer neste momento”, afirmou.
Ele destacou que todas as questões que envolvem a remuneração, benefícios ou condições de trabalho dos servidores estaduais precisam passar pela Comissão de Política Salarial, formada pelos secretários da Casa Civil, Fazenda, Administração, Trabalho, da chefia de Gabinete do Governador e pela Procuradoria Geral do Estado. “Esse comitê foi formado
para que membros do governo não prometam o que não poderá ser cumprido”.
Rossoni reforçou o interesse do governo estadual em manter o diálogo aberto com os representantes do magistério e das demais categorias de servidores públicos. “Estamos sempre abertos para um diálogo responsável e construtivo. A valorização dos servidores é uma marca deste governo. No magistério, por exemplo, a evolução salarial chegou a 146% desde 2011, para uma inflação de 49%”.
O deputado Luiz Cláudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa, também participou da reunião com a APP/Sindicato.
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