Instaurado inquérito sobre paralisação de obras

A promotora Kele Cristiani Baena atendeu, na tarde de segunda-feira,dia 13,o vice-prefeito Chico Aramon, o secretário de Assistência Social, Cristiano Benedito Lauro, e parte das famílias donas das 50 casas populares que começaram a ser erguida e foram interrompidas no conjunto habitacional João Furtado, perto do Dr.Jamidas, em Santo Antônio da Platina.
Houve problemas documentais e burocráticos.A situação das moradias, hoje usadas à noite por viciados em drogas e marginais, se arrasta há vários anos.

A construtora Marma,de Porto Alegre(RS), simplesmente abandonou as obras.Cada moradia tem 41 metros quadrados e possui banheiro, sala, cozinha,e dois quartos.Foram iniciadas e paralisadas na gestão de José Ritti Filho(sem partido), continuou na de Maria Ana Pombo(sem partido) e passou pela última administração como um problema sem solução,em função dos diversos tipos de entraves.
Os mutuários desejam ver as obras retomadas e, por isso, procuraram o Ministério Público em outubro de 2016 e, ontem, participaram do encontro com a doutora Kele.
Depois da reunião, ela atendeu a reportagem do npdiario e anunciou ter aberto um inquérito civil para ouvir o Ministério das Cidades, a Cohapar e a Cobansa Companhia Hipotecária,que participou como agente financeiro repassando o subsídio para a construção das unidades habitacionais.
A promotora acredita que só a partir da judicialização o caso poderá avançar e chegar a um bom termo.”Será a última cartada”, resumiu.
“Acreditamos que nossas casas serão concluídas, ou pelo menos o terreno regularizado para cada um fazer o que bem entender com sua propriedade”, afirmou uma mulher, pedindo para não ser citada nominalmente.
A próxima reunião será em março, segundo informou Baena.

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