Investimento de R$ 27 milhões
O Presidente do Legislativo de Jacarezinho Fúlvio Boberg (MDB) participou na manhã desta quarta-feira, 20, de uma reunião com representantes do Poder Judiciário e Associação Comercial e Empresarial de Jacarezinho (ACIJA). A pauta foi sobre a construção de um Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) no município.É uma medida necessária devido ao grande número de presos que estão atualmente em nossa carceragem, comentou o vereador.
Na semana passada, foi veiculada a informação que o Parque Industrial poderia ser o local que abrigaria o CDR. O Juiz Alarico Francisco Rodrigues de Oliveira Junior explicou não existir ainda nenhum local definido. É preciso que as lideranças da cidade possam verificar um espaço de no mínimo dois alqueires. Existem alguns pontos para que a segurança seja necessária, afirmou.
O magistrado também enfatizou que a construção de um CDR iria proporcionar a abertura de aproximadamente 750 vagas no sistema prisional. Seriam presos da microrregião que seriam transferidos, abrangendo até as cidades de Bandeirantes, Siqueira Campos e Ibaiti, detalhou.
Outro ponto alertado pelo representante do Poder Judiciário, foi que “seriam abertas aproximadamente 300 vagas de empregos diretos através de Concurso Público. Seriam centenas de famílias de funcionários que iriam alugar casas ou construir na cidade, além consumir em farmácias, supermercados, entre outros pontos do comércio, movimentando a economia local.

Um dado alarmante que o Juiz Renato Garcia destacou é que seriam necessários mais de 2.500 vagas no Sistema Prisional para comportar todas as pessoas com sentenças. Durante a reunião, ele contou que na última semana uma comitiva esteve na Delegacia de Polícia Civil e num espaço para 40 presos atualmente estão sendo ocupados por 120 internos.Com a construção do CDR, o prédio que atualmente está a Delegacia na área central seria desativado e poderia ter uma outra finalidade para o Poder Público, explicou.
Um dos pontos mais debatidos durante o encontro foi sobre o local que poderia ser indicado para a vistoria do Departamento Prisional. Segundo informações dos representantes do Poder Judiciário já está orçado R$ 27 milhões para a construção do imóvel, mas é necessário que seja finalizada a parte burocrática até o final do ano.

A Presidente da ACIJA, Ana Carla Molini, ressaltou que o Distrito Industrial foi um dos pontos cogitados, mas a entidade é contra. Existe um projeto para a instalação de empresas no local,informou. O Presidente da Câmara Municipal também ressaltou que é contra a instalação do CDR naquele local. É necessário verificarmos outros locais que possam suprir as necessidades exigidas, disse Fúlvio.
Os dois juízes estarão na Câmara Municipal na próxima segunda-feira, 25, durante a sessão ordinária.
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