Superou um milhão de visitantes 
A Itaipu Binacional, a maior usina hidrelétrica do mundo em produção e de propriedade do Brasil e Paraguai, fecha 2018 com a quarta melhor posição de geração de energia de todos os tempos no seu ranking histórico, mesmo em meio a um ano atípico em relação às condições hídricas. Nos doze meses do ano, a usina gerou 96.585.596 MWh.
Em 2018, a usina também atingiu a marca de 2,6 bilhões de megawatts-horas (MWh) de energia acumulada desde o início da operação, em maio de 1984. A produção acumulada dificilmente será alcançada por qualquer outra usina.
Mas o balanço de 2018 traz ainda muitas outras conquistas, como o início do processo de atualização tecnológica das unidades geradoras e a autorização para construção das duas novas pontes entre Brasil e Paraguai, assinada pelos presidentes dos dois países em dezembro.

Também entram nesse páreo outros recordes, como a superação de um milhão de visitantes (o melhor desempenho desde 1977, quando a usina abriu as portas para a visitação). Com isso, Itaipu se consolida como o segundo destino turístico mais visitado da região, atrás apenas das Cataratas, no Parque Nacional do Iguaçu.
Outra marca a ser destacada foi a geração de novembro, de 9,2 milhões de MWh, recorde mensal de todos os tempos, em 34 anos e sete meses de geração. É uma retrospectiva de bons resultados, diz o diretor-geral brasileiro, Marcos Stamm. “Foi um ano em que iniciamos vários projetos importantes e colocamos em prática desafios que vão ajudar a elevar Itaipu a outro patamar, tanto no seu próprio negócio, o de geração, como para ajudar Brasil e Paraguai em obras estruturantes para a toda a América Latina”. As pontes, completa, são o exemplo disso.
Duas pontes – Em 21 de dezembro, o então presidente do Brasil, Michel Temer, e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, assinaram em Itaipu um compromisso de construção de duas novas pontes entre os dois países. Uma delas ligará Foz do Iguaçu a Presidente Franco, na região da tríplice fronteira, que será exclusiva para o tráfego de caminhões entre o Brasil e o Paraguai.
O projeto dessa ponte inclui a implantação da Avenida Perimetral Leste, que permitirá desviar o trânsito pesado das principais avenidas de Foz do Iguaçu, com a conexão da nova ponte e também da ponte que liga o Brasil e a Argentina, à BR-277.
A outra ponte é a que unirá Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. Ela é parte fundamental do corredor de exportação da produção agrícola daquele estado brasileiro aos portos da Argentina e Chile, passando por todo o Paraguai, que está preparando as obras viárias.
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