Nem chuva impede Caminhada da Paz no centro de Jacarezinho

Contra abuso e exploração sexual de menores

O Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nesta semana, foi lembrado em Jacarezinho, mesmo com chuva.

A Secretaria Municipal de Assistência Social, o CREAS e os CRAS ( Vila São Pedro e Aeroporto), promoveram a Caminhada da Paz para que a sociedade em geral venha ser a grande aliada no enfrentamento desse crime.

Estiveram com o pisar firme, andando em prol da paz, para as nossas crianças que sofreram esta violência  o Juiz da Vara da Infância e Juventude, Alarico Francisco Rodrigues de Oliveira Júnior, o Promotor Substituto, Wilson Dornellas, os Conselheiros Tutelares, Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA), Secretarias Municipais de Educação e de Saúde, Departamento Municipal de Epidemiologia, Coordenação dos abrigos Ana Rafaela e ABRINJA, diretores de escolas municipais, juntamente com a coordenação e crianças e adolescentes que participam das atividades do Centro da Juventude José Richa.

Estamos todos aqui hoje como instrumento da sociedade, que atua na área, como profissionais, para caminharmos juntos nessa luta”

A caminhada começou de manhã e contou com a escolta da viatura da Polícia Civil, descendo pela Rua Paraná, e encerrando na Praça Rui Barbosa.
Nem mesmo a chuva impediu que os participantes concluíssem o percurso. A Assistente Social, Luciane Alves, agradeceu os presentes encerrando a programação do período matutino citando que: “Estamos todos aqui hoje como instrumento da sociedade, que atua na área, como profissionais, para caminharmos juntos nessa luta”.


No período da tarde, as atividades aconteceram no anfiteatro da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras, com depoimentos reais proferidos pela médica legista Elizabeth Daloce, do IML  (Instituto Médico Legal) de Jacarezinho, seguido pelo momento de reflexão e vivências com a condução do psicólogo Marcos Hoffman – do Instituto Federal do Paraná – campus Jacarezinho e Lúcia Aparecida Domingues – presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Após as considerações, foi estabelecida a necessidade de uma audiência publica para formalizar ações juntamente com o Ministério Público e implantar uma plataforma de preparação com nossos educadores e agentes comunitários, assim como profissionais de fronte com essa violência (sexual, física e psicológica) e após, promover a criação de oficinas com o objetivo de em ponderar as crianças e adolescentes sobre o tema, efetivando as políticas publicas para esse grupo.
“Nós precisamos desenvolver uma metodologia para preparar a nossa sociedade para denunciar esses abusos e explorações, e construir um novo olhar atencioso que possibilite a identificação e o acolhimento a essas crianças e adolescentes”, salienta Luciane Alves.

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