Feminicida platinense se entrega: Veja vídeo

Namorada e atirador eram PMs; ela morreu e ele foi expulso da corporação

 

Exclusivo: Um crime ocorreu em maio de 2020. E nesta segunda-feira, dia 20, o acusado, que estava foragido, se entregou à Polícia Civil em Ourinhos(SP), onde permanecerá preso até ser avaliado pelo Tribunal do Júri.

Naquela ocasião, um casal, ambos policiais militares do Estado de São Paulo, passavam a folga na residência de familiares em Santo Antônio da Platina, e após uma discussão motivada por ciúmes, o homem (à época com 30 anos), efetuou um disparo com a arma de fogo institucional, contra a vítima (31 anos), que foi atingida no tórax e perdeu a vida de forma imediata.

As informações são do delegado Rafael Guimarães (vídeo acima gravado no mês passado), que, coincidentemente, está de folga neste feriado, em Curitiba.

A Polícia Civil investigou o caso e indiciou o rapaz pelo cometimento do crime de feminicídio. O caso foi levado ao Poder Judiciário e marcado julgamento pelo Júri em 2022, sendo condenado por homicídio simples e aplicada pena de seis anos e em regime semiaberto.

Também em 2022, o réu respondia processo administrativo de expulsão e pediu exoneração, sendo desligado dos quadros da PM paulista. O Ministério Público recorreu para que incidisse a qualificadora de feminicídio, sendo provido no Superior Tribunal de Justiça e marcada nova sessão do Tribunal do Júri, já realizada, e que teve como resultado a condenação pelo crime de feminicídio e aplicada pena de 12 anos em regime fechado.

Os dois Tribunais do Júri ocorreram no Fórum Desembargador Octávio Ferreira do Amaral e Silva, na esquina da avenida Oliveira Motta e rua 24 de Maio (foto abaixo).

O réu não compareceu nesse último julgamento e foi expedido mandado de prisão decorrente da nova condenação, sendo realizadas diligências policiais para localização e até infrutíferas, razão pela qual era considerado foragido.

FRANCIS HARRISON DE OLIVEIRA (fotos), atualmente com 36 anos, é natural de Santo Antônio da Platina.

 

Detalhes- A arma de Francis, uma pistola Taurus, calibre .40, estava carregada com dez munições intactas e uma deflagrada. A pistola de Luciana, também uma Taurus, calibre .40, encontrada na bolsa dela, carregada com 15 munições intactas.

O casal (sem filhos), ambos policiais militares do Estado de São Paulo,  pertenciam ao 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior. Os dois se conheceram no 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior, onde iniciaram o namoro.

A moça era de Itu (SP), histórica e turística cidade com população de 175 mil habitantes, localizada a cerca de 100 km da capital, conhecida como a “cidade dos exageros” pertence à Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista. É famosa por ostentar objetos gigantes e exagerados.

Na ocasião da prisão “ele [Francis] foi autuado por homicídio doloso e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Av. Ten. Júlio Prado Neves, 451, Vila Albertina, São Paulo (SP). 

Luciana Aparecida dos Santos (fotos) participava do churrasco na casa do Norte Pioneiro, quando, ao irem dormir, os dois começaram a discutir. A soldado Luciana começou a dar socos e arranhá-lo no pescoço, segundo narrativa de Harrison. Ele se levantou e foi tirar a arma da cintura para tomar banho. Neste momento, teria ocorrido o disparo que acertou o tórax da vítima.

Equipes policiais e dos bombeiros foram chamadas para atender a ocorrência. Ao chegar no local, os policiais abordaram Francis com a arma na mão. A equipe de socorro constatou a morte de Luciana, que estava deitada em um colchão. Harrrison estava embriagado na ocasião, de acordo com policiais platinenses.

 

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