Vítimas do CASAL comentam sobre estelionato: vídeo

Não concordaram em se identificar publicamente

 

Apenas três vítimas concordaram em comentar com o Npdiario a prisão do casal. Nenhuma delas permitiu divulgar nomes nem rostos.

Duas apenas elogiaram a Polícia Civil pelo encarceramento dos dois e manifestaram esperança de ainda ter o prejuízo ressarcido, mesmo que parcialmente.

Outra preferiu escrever e relatou que o grupo confiou na contratação após diversas reuniões e apresentações feitas pelo responsável da empresa. Segundo ela, os estudantes receberam promessas sobre estrutura, organização e realização da festa de formatura, o que trouxe segurança para seguir com os pagamentos e planejamento do evento.

A estudante afirmou que, inicialmente, a formatura estava prevista para abril de 2026, porém, com o passar do tempo, começaram dificuldades de comunicação e falta de respostas claras sobre a realização da festa. De acordo com o relato, posteriormente foram apresentadas mudanças de data e informações divergentes das combinadas anteriormente, sem formalização adequada.

Ainda segundo a vítima, os estudantes tentaram resolver a situação de forma amigável, solicitando documentos, contratos com fornecedores e esclarecimentos oficiais sobre o evento, mas não obtiveram retorno satisfatório até o momento. Ela destaca que a situação gerou frustração, insegurança e prejuízos financeiros e emocionais aos alunos e familiares, já que a formatura representa um momento importante de encerramento da trajetória acadêmica.

A Reportagem prossegue à disposição para eventuais considerações do advogado dos dois platinenses. Estão encarcerados em celas separasas, claro, em duas cidades da região.

 

 

O casal de 38 e 37 anos foi preso na manhã desta terça-feira, dia 19,  pela Polícia Civil acusado de estelionato. Ambos são conviventes e moradores da cidade(Vila Ribeiro). No último golpe, receberam mais de R$ 60 mil de 24 alunos (cursos de Contábeis, Pedagogia e Administração) de uma instituição de ensino superior para a festa de formatura (local do evento, banda, iluminação, doces etc), não contrataram nenhum dos serviços prometidos. E nem devolveram o dinheiro pago.

A desconfiança iniciou já em 2025. Em fevereiro de 2026, o marido participou de uma reunião com as vítitmas, com promessas que não se realizaram.

Segundo a investigação uma empresa era aberta em nome da esposa e o pagamento das vítimas feito também na conta desta, enquanto o marido, “enrolava”, negociava e ludibriava os inocentes.

 

A equipe da Polícia Civil, composta pelos delegados Rafael Guimarães e Keylla dos Anjos Melo Glatzl (foto) e agentes de polícia judiciária, deram cumprimento aos dois mandados de prisão preventiva expedidos por aplicar também outros golpes na cidade

De acordo com as investigações, estão diretamente envolvidos em ocorrências em que diversas vítimas tiveram prejuízos que chegam a um milhão de reais.

Também foram identificadas quatro vítimas de venda de propriedades imóveis, sendo que o elemento se apresentava como corretor de imóveis e realizavam a venda de propriedades que já haviam sido adquiridos por outras pessoas, ou seja, o imóvel era comercializado muitas vezes para pessoas distintas, e os pagamentos feitos na conta da comparsa.Posteriormente as vítimas descobriam que já havia um morador ou comprador residindo na casa negociada.

Os acusados estão à disposição da Justiça.

 

 

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