Tecnologias em aquicultura são apresentadas em estande da Itaipu

Pesquisas tornarão produção de peixes mais sustentável 

A aquicultura foi tema das palestras apresentadas no estande da Itaipu Binacional no Show Rural Coopavel.Três especialistas falaram sobre tecnologias em desenvolvimento para melhorar a produção de peixes, tornar a atividade mais sustentável e reduzir o impacto ambiental.

 

O engenheiro de Aquicultura Celso Buglione, da Divisão de Reservatório da Itaipu, falou sobre “Aquicultura sustentável e o cultivo de peixes em sistema BFT (Biofloc Technology)”. Também conhecido como “bioflocos”, esse sistema permite um uso mais racional da água utilizada na produção de pescado. “Tecnologias que reutilizam a água na produção de peixes, como os bioflocos e a aquaponia, são fundamentais para tornar a prática mais sustentável”, comentou Buglione.

            

A tecnologia, ainda pouco difundida no Brasil, utiliza partículas suspensas (os bioflocos) como uma espécie de filtro biológico, deixando a água sempre em condições para o cultivo de peixe. Na Itaipu, o sistema foi implantado há um ano e meio, e vem dando excelentes resultados.

A principal vantagem do BFT é que o produtor não tem a necessidade de renovar a água do tanque para eliminar os efluentes. O sistema também permite uma produtividade maior e reduz a mortandade de peixes, especialmente de alevinos.

Pesquisas

Hamilton Hisano, zootecnista e pesquisador da Embrapa, falou sobre as atividades em Aquicultura desenvolvidas pela Embrapa Brasil. Segundo ele, a atividade é relativamente nova e foca, principalmente, em boas práticas de manejo. “Trabalhamos muito com a parte de alimentação e nutrição, que tem grande impacto em todas as outras áreas relacionadas à produção de pescado, inclusive a questão ambiental”, explicou.

Um dos principais projetos de pesquisa desenvolvidos atualmente tem como tema a “Avaliação da produção de juvenis de tilápia-do-nilo em sistema de bioflocos”. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Itaipu –as duas instituições colaboram mutuamente nas pesquisas de aquicultura.

O projeto ainda está em andamento. “Queremos ter tudo muito bem definido, muito ajustado, antes de repassar ao produtor, para que seja realmente possível colocar esse projeto em prática”, disse Hisano.

Tecnologia

“Melhoramento genético da tilápia” foi o tema da terceira palestra do dia, apresentada pelo professor aposentado Elias Nunes Martins, do departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá. Após apresentar um breve panorama da tilapicultura, enfatizando o alto potencial de crescimento da atividade no Oeste do Paraná, ele falou sobre o projeto que vem sendo desenvolvido na área.

“O material genético determina o potencial de desempenho e a qualidade do produto. O que queremos é selecionar exemplares e fornecer, com segurança, alevinos com alto potencial de produção”, explicou o professor.

A questão do melhoramento genético da tilápia foi eleita como uma das prioridades do Programa Oeste em Desenvolvimento. O projeto, desenvolvido com apoio da Itaipu, está elaborado e em busca de parceiros para ser implantado.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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