Tentativa de fuga na cadeia de Santo Antônio da Platina

Buraco seria usado para a pretendida escapada

Nesta noite de terça-feira, dia 25, foi impedida uma tentativa de fuga na carceragem do Departamento Penitenciário, anexa à Delegacia de Santo Antônio da Platina. Agentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e investigador de polícia de plantão escutaram barulhos e movimentação, sendo então solicitado apoio da ROTAM (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e deslocamento dos presos para o solário para vistoria do interior das celas.

Foi encontrado um buraco no teto numa das celas que seria utilizado pelos presos para fuga pelo telhado da carceragem e delegacia.

Os detentos serraram uma barra das portas das celas e com esse material estavam quebrando a parede superior.

Nesta manhã, dia 26, agentes do Depen vistoriaram todas as celas da carceragem, com escolta da ROTAM para apreender demais objetos relacionados à tentativa de escapada.

Os agentes do Depen realizam frequentes vistorias e revistas e felizmente dessa vez a fuga dos criminosos foi barrada, mas é um problema quase insanável, sendo o temor das fugas um receio constante.

O Delegado de Polícia Civil, Rafael Pereira Gabardo Guimarães, destaca que o risco das fugas é extremamente prejudicial à população de bem.

Segundo ele “A segurança pública está em sempre ameaçada quando se trata da questão da fuga de presos. Com a fuga, indivíduos perigosos voltam a circular na cidade e possivelmente voltam a cometer crimes ou ameaçar as vítimas dos seus anteriores crimes. Além disso, é desperdiçado todo o trabalho anterior dos policiais militares, que arriscam suas vidas para realizar a prisão dos bandidos. E o prejuízo para a Polícia Civil é o risco de se ter equipamentos depredados ou furtados em rebeliões e fugas e especialmente destruição de investigações em andamento e inquéritos policiais. Em razão disso há sempre o pedido insistente da minha parte para que o prédio da Polícia Civil seja colocado em outro terreno da cidade, uma vez que as funções de investigação e atendimento à população da Polícia Civil não são compatíveis com a custódia de presos. É preciso que as autoridades locais e políticos tomem ciência deste fato, pois vivemos sob constante tique-taque de um relógio bomba nestas condições”, assinalou.

Deixe um comentário

Pesquisar

Digite abaixo o que deseja encontrar e clique em pesquisar.