RMC terá novo corredor viário para desafogar trânsito

Corredor ligará Araucária à BR-116 e deve reduzir congestionamento em até 40%

A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) vai ganhar um novo corredor logístico que permitirá desviar o trânsito do Contorno Sul e do Contorno Leste da capital. O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou, nesta segunda-feira (18), a assinatura do contrato para o início das obras do Corredor Metropolitano de Curitiba, prolongamento da PR-423, que ligará a BR-476, em Araucária, à BR-116, na divisa de Curitiba com Fazenda Rio Grande.

Com 9,5 km de extensão, a nova rodovia encurtará distâncias e oferecerá uma ligação direta entre o interior do estado e a capital, sem a necessidade de passar pelo Contorno Sul, atualmente um dos trechos mais congestionados da cidade.

Novo eixo metropolitano – O novo corredor criará uma ligação alternativa entre Curitiba, Fazenda Rio Grande e Araucária com o interior do estado, representando a primeira etapa de um projeto maior, que será ampliado nos próximos anos. O planejamento da Amep prevê a extensão do trecho que conecta o corredor à BR-116 até a BR-376, principal ligação entre Paraná e Santa Catarina.

Para os prefeitos da capital e da região metropolitana, a obra é estratégica. “Vai ser praticamente um contorno do contorno, porque nossos Contornos Sul e Leste estão estrangulados. Além de desafogar o trânsito, esta obra será uma ligação importante entre Curitiba, Fazenda Rio Grande e Araucária”, afirmou o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.

O prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcos Marcondes, destacou o ganho de tempo no deslocamento dos moradores: “As pessoas vão usar um caminho secundário ao contorno já existente. O entroncamento da Ceasa, onde os fazendenses perdem tempo diariamente, será desafogado com a obra”.

Para o prefeito de Araucária, Gustavo Botogoski, o principal benefício será a segurança e o desenvolvimento. “Além de agilizar o fluxo de veículos, a obra vai reduzir acidentes e incentivar a instalação de novas indústrias”.

Estrutura e investimento

A obra, maior dos últimos 30 anos na RMC, terá duas pistas em concreto em cada sentido, sete obras de arte especiais (OAEs) — cinco viadutos, uma ponte e uma trincheira — e ciclovias ao longo de toda a extensão.

Os viadutos serão construídos sobre:

  • os dutos da Transpetro (REPAR I e II) em Araucária;

  • a Estrada Delegado Bruno de Almeida, no Campo do Santana, em Curitiba;

  • a Rua Lídia Camargo Zampieri, em Araucária.

Também estão previstas uma trincheira sobre a Rua Ismael de Almeida e uma ponte sobre o Rio Barigui.

O investimento do Governo do Estado é de R$ 336 milhões, com execução pela Amep e previsão de entrega em 30 meses.

Benefícios ao Contorno Sul

Além da redução do tráfego, o Contorno Sul terá melhorias estruturais com o novo pacote de concessões rodoviárias:

  • implantação de quatro pistas adicionais em 14,6 km, totalizando quatro faixas em cada sentido;

  • alargamento das vias marginais existentes e construção de novas marginais próximas ao trevo do Tatuquara;

  • quatro novas trincheiras, seis passarelas e 13,7 km de ciclovias entre os trevos de Campo Largo e Araucária.

Impacto para transporte coletivo

Segundo o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, o novo corredor poderá reduzir em até 40 minutos o tempo de deslocamento de quem utiliza transporte coletivo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, além de aliviar congestionamentos em pontos críticos, como a região da Ceasa.

Participações na solenidade

O evento contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi; secretários estaduais Norberto Ortigara (Fazenda), Luizão Goulart (Administração e Previdência) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística); deputados estaduais Alisson Wandscheer, Márcia Huçulak e Gilberto Ribeiro; prefeitos e vereadores da região.

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