Pronto Socorro é um dos desafios do novo prefeito

Após as eleições deste dois de outubro um dos discursos mais inflamados de todos os candidatos a prefeito em Santo Antônio da Platina foi respeito a melhorar o atendimento na saúde do Município, seja com mais remédios na Farmácia Municipal, melhores condições de trabalho com oferta de maior número de profissionais no Centro Social Urbano (CSU) onde funcionam vários atendimentos médicos e, principalmente, reestruturar o Pronto Socorro (PS), que fica anexo ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, na esquina das Ruas 13 de Maio com a Joaquim Ribeiro Mendes, no centro da Cidade.

Aparentemente dá-se a impressão de ser algo fácil, no que tange o discurso, mas, na prática, a situação é um pouco delicada e, realmente, requer um bom planejamento, pois as despesas não são poucas e, do dia para a noite, não se consegue resolver os problemas diários.

Para o Hospital Nossa Senhora da Saúde a Prefeitura de Santo Antônio da Platina repassa, mensalmente, em torno de apenas R$ 65 mil sendo que este espaço de atendimento médico tem um conselho e um provedor que trabalham com o objetivo de angariar recursos além de repasses que recebem do Sistema Único de Saúde (SUS) conforme o atendimento de cada paciente, porém, valores abaixo do que se precisa para manter um Hospital em funcionamento, mais ainda, levando-se em consideração o prazo demorado da liberação do pagamento referente a cada internamento, através do Governo Federal.

Todas as despesas do Pronto Socorro são de responsabilidade da Prefeitura que repassa o valor através da Secretaria Municipal de Saúde, que é a administradora do PS como também é das Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas por alguns bairros da Cidade, Povoado e Distrito. Segundo o departamento de contabilidade da Prefeitura platinense os gastos gerais com o PS giram em torno de R$ 200 mil reais e, a Prefeitura também tem um gasto considerado com o Centro de Especialidades, que funciona em espaço atrás das imediações do Hospital. Quanto aos funcionários que prestam serviço no PS, são servidores municipais.

A Enfermeira Padrão do PS, Maristela Moreno, é a responsável pelos profissionais da enfermagem e, segundo ela, “os materiais que usamos aqui, quando falta algo, informamos e solicitamos através de ofício à Secretaria Municipal de Saúde que é a que administra o PS”. E, o responsável pelos médicos é o diretor clínico, médico Luiz Renato Ramos Simoni, de Andirá.

Um dos grandes problemas enfrentados pelo Pronto Socorro é com relação ao atendimento de urgência e emergência e tão combatido pela administração daquele local. Os casos de emergência conforme relatou a Enfermeira Padrão Maristela, diz respeito, entre outros casos, “ao infarto; alguém que é esfaqueado e, estes, se encaixam no controle de uma cor que é determinada pelo ‘vermelho’ e que exige atenção imediata por envolver risco de morte”. O segundo padrão de atendimento de emergência mencionado pela enfermeira está vinculado à cor ‘laranja’, ou seja, pode esperar poraté 10 minutos, é o caso de falta de ar, a enfermeira faz a triagem rapidamente e o paciente aguarda o atendimento médico. E, a terceira fase de casos de emergência conforme explicou Maristela Moreno diz respeito ao ‘amarelo’, que é uma pessoa que tem problema de cefaleia intensa (termo médico para a dor de cabeça), que começou poucos minutos antes de comparecer no PS; crise convulsiva (inclusive pós-crise) que já tenha passado, mas a pessoa chega ao PS, relata o acontecido e espera pelo atendimento médico; também a dor torácica que é um dos problemas mais comuns na clínica médica, a pessoa sente um incômodo, corre para o Pronto Socorro.

O Pronto Socorro de Santo Antônio da Platina num turno de 7 horas tem quatro profissionais da enfermagem, uma Enfermeira Padrão, um médico e o funcionário do atendimento (que faz a triagem). Com relação ao tempo de plantão de um médico clínico geral no PS funciona da seguinte forma: 12h, 18h e 24 horas além de um médico à distância que é solicitado quando há caso direcionado, ou seja, os profissionais à distância que ficam de plantão são das áreas: pediatra, ortopedista, cardiologista, cirurgião geral.Até o dia da reportagem eram cinco médicos que prestam serviço no PS: Anderson, Alan, Diego, Adriana e Luiz Renato.

Recentemente, o npdiario esteve no Pronto Socorro e constatou-se que, num plantão de meio de semana foram registrados 127 atendimentos. Num final de semana, conforme informou a enfermeira Fran, o número sobe para aproximadamente 150 atendimentos. Deste número os casos que realmente se encaixariam no PS gira em torno de 20% e, os 80%, seriam casos de atendimento em Posto de Saúde e, outros, se encaixam nos serviços prestados pelas equipes do Programa Saúde da Família.

“Mesmo diante dos problemas enfrentados, conseguimos atender todas as pessoas que chegam ao Pronto Socorro. Compreendemos a aflição de algumas pessoas, mas os casos emergentes recebem a prioridade e procuramos fazer o melhor possível. Da mesma forma pedimos a compreensão das pessoas para os casos urgentes que, mesmo assim, não ficam sem a triagem da enfermagem de imediato e, posteriormente, são encaminhados ao atendimento médico”, ressaltou Maristela. Um banner foi confeccionado especificando quais são os atendimentos médicos de emergência e urgência para melhor orientação da população.

Maristela informou que o PS recebeu através da Secretaria Municipal de Saúde, lençóis, seringas, soros, dois colchões, macas fixas e de transporte, além da sala de pediatria ter recebido nova pintura e decoração. Quanto ao aparelho respirador tem nove anos de funcionamento.

Considera-se emergência médica a situação na qual é necessário tomar ações e decisões médicas imediatas devido a sua importância e gravidade. São quadros que colocam a vida em risco. Pacientes nesta situação são encaminhados diretamente a sala de emergência e necessitam de atendimento médico e de enfermagem imediato. Exemplos de situações de emergência:
– Complicações de diabetes
– Crises Convulsivas (inclusive pós-crise)
– Desconforto respiratório grave
– Dor no peito associado à falta de ar e cianose (aparência roxa)
– Estado de coma
– Intoxicações exógenas (envenenamento)
– Lesão da coluna cervical
– Parada cardiorrespiratória
– Perfurações no peito, abdômen e cabeça
– Politraumatizado grave (vítimas de acidentes e fraturas)
– Queimaduras
– Reações alérgicas
– Tentativa de suicídio
– Trauma crânio encefálico grave

Considera-se urgência médica a situação que requer assistência médica dentro de um reduzido espaço de tempo. Nesses casos não há risco de vida para o paciente, nem agravamento da situação, por isso tem mais tempo para transportar e atender o enfermo. Exemplos de situações de urgência:
– Alterações de Sinais vitais (Pressão Alta, Febre)
– Crise asmática
– Desmaios
– Diminuição do nível de consciência
– Dor abdominal intensa
– Dor de cabeça intensa
– Dor torácia Intensa (região do peito)
– Febre alta (39/40 ºC)
– Hemorragias (sangramento)
– Histórias de convulsão
– Náuseas/vômitos e diarréias persistentes
– Sangramento vaginal com dor abdominal
– Trauma crânio encefálico leve.

 

 

 

 

 

 

 

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