SAP mapeia focos de escorpiões

A Secretaria de Saúde de Santo Antônio da Platina está atenta ao número grande de escorpiões que tem se espalhado no município.O agente de saúde pública, Dourival Ribeiro da Silva(foto), especialista no assunto, informa estar sendo realizado um mapeamento porque, em 2016, quatro pessoas já foram picadas, a última, uma mulher da Vila Ribeiro.
A prefeitura iniciará ainda este ano o combate com um trabalho semelhante ao desenvolvido em relação à dengue,com equipes atuando nos bairros com mais registros.”É preciso ter cuidados para evitar as picadas”, adverte Dourival.
O fato desses aracnídeos sobreviverem em locais variados faz com que eles se tornem uma ameaça.Telhas,ralos, lixos, terrenos baldios, esgoto, latas ou qualquer local que ele se sinta protegido é a sua residência. O ideal é deixar o quintal limpo,tampar ralos e vedar caixas de gordura.
Há focos nas Vilas Coelho e Ribeiro e nos bairros Aparecidinho 2 e 3, Vista Alegre(perto do Morro do Bim) e Jardim Bela Manhã.

É preciso ter cuidados para evitar as picadas”

O escorpião tem glândulas de veneno e um ferrão pontiagudo localizado na cauda e está relacionado no grande grupo de animais venenosos, que para se defender e atacar, desenvolveram habilidade de produzir substâncias químicas poderosas, sendo capazes de gerar diferentes tipos de reação orgânica no animal ou ser humano quando as injetam, geralmente acompanhada de muita dor.
A picada do escorpião amarelo ( Tityus serrulatus) em crianças de pouca idade, e consequentemente pouco peso, pode evoluir rapidamente para uma intoxicação muito grave. A picada do escorpião preto (Tityus bahienses) é muito dolorosa mas dificilmente mata.Apresentam preferência por climas quentes e buscam terrenos mais áridos e pedregosos onde ocorrem com uma grande diversidade de espécies.
Há vários tipos com cores entre o amarelo, o marrom, toques de preto e até o preto total.Na reprodução, os escorpiões não põem ovos; o nascimento dos filhotes efetua-se por meio de um parto após uma gestação de dois meses e meio a três meses. O número de filhotes por ninhada varia segundo a espécie, e de fêmea para fêmea dentro da mesma espécie, mas a média fica entre 15 e 20. Na hora do parto, a fêmea ergue seu corpo do chão distendendo as patas, os filhotes são expelidos pela fenda genital, desembaraçam-se, e sem tocar o chão, sobem às costas da mãe onde permanecerão por uma ou duas semanas. Nessa idade, os filhotes não tem unhas como os adultos. Se caírem, são imediatamente capturados pela mãe que os engole.
São chamados de peçonhentos todos animais que não apenas produzem veneno como também possuem estruturas capazes de inoculá-lo em suas vítimas. Isso deixa os sapos de fora, por exemplo.
O escorpionismo pode ser prevenido através de uma série de cuidados e medidas que diminuem grandemente o risco de contato direto involuntário com um escorpião, como por exemplo:
1 ) Não por as mãos nuas em buracos no solo, sob pedras, troncos podres ou pedaços de madeira, tijolos e telhas empilhadas. Em regiões sabidamente escorpiônicas, deve-se proteger as mãos com luvas de raspa de couro para executar as tarefas acima.
2) Evitar o acúmulo de materiais, entulhos e restos de construção próximos às residências. Nos jardins, evitar folhagens densas (trepadeiras, bananeiras, etc) junto às casas e manter a grama aparada.
3) Em regiões escorpiônicas principalmente, a telagem dos ralos ou qualquer outra forma de sua vedação, impedirá uma de suas principais vias de penetração nas residências. Sua lavagem com água quente pode contribuir muito para evitar o problema.
4) Manter as casas livres de baratas, um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos. Manejar corretamente o lixo doméstico para que não crie baratas que possam atrair escorpiões.
5) Em zonas rurais e casas de campo, atenção com pilhas de lenha e sacudir roupas e sapatos antes de usá-los. Colocar as camas a, no mínimo,10 cm das paredes.
O escorpião é astucioso. Pode esperar escondido dias, semanas, meses; pode simular uma perfeita ausência, principalmente no inverno e nos seus meses precedentes e seguintes. De repente, no verão, ele aparece dentro dos globos de luz pendentes do teto, no banheiro completamente azulejado e ladrilhado, em tomo do tanque ou no quintal.
Há espécies de escorpiões cuja a peçonha (veneno ) não causa efeitos maiores do que os provocados por picadas de abelhas comuns. Por outro lado, se o ferrão atingir, por exemplo, partes mais duras do corpo de uma pessoa, tais como porções calejadas das mãos, da sola dos pés dos que costumam andar descalços, o ferrão não consegue penetrar mais profundamente e os efeitos do veneno são assim minorizados. Pode acontecer também que as vesículas do escorpião já estejam descarregadas no momento de ferroar uma pessoa, por já ter recentemente, utilizado a peçonha.Não obstante, há outras espécies cuja peçonha é fortemente ativa mesmo com seres humanos adultos, razão pela qual assumem importância médica.
O tratamento nos casos de escorpionismo é totalmente dependente de orientação e assistência medica, pois há que ser feita uma avaliação clínica completa do caso.
Em linhas gerais, o tratamento ao acidente escorpiônico deve combater a dor através de analgésicos por via oral, intramuscular ou mesmo endovenosa; anestésicos locais aplicados no local da picada ou sob a forma de bloqueio, constituem tratamento eficiente. O combate à dor em geral, já é suficiente para o tratamento de quase todos os casos leves e, em adultos, para a maioria dos casos moderados.
Em casos mais graves é preciso acompanhar através de aparelhos as funções cardio-circulatórias e respiratórias.

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