‘Feira do Brás’ se transforma em caso judicial
O prefeito de Siqueira Campos, Fabiano Lopes Bueno(foto) passou o final de semana no “fogo cruzado” por conta de um imbróglio jurídico.Além disso, também sofre um estresse pessoal e está cuidando do pai, doente.
Cerca de 20 micro-empresários se uniram, alugaram um barracão às margens da rodovia PR-092 e passaram a comercializar principalmente confecções a preços competitivos e, em alguns casos, bem abaixo dos praticados localmente.Os comerciantes siqueirenses não gostaram, como seria previsível, lembrando que pagam impostos o ano todo, geram renda e empregos no município e seria injusto “aventureiros” negociarem vestuário de procedência duvidosa e “anunciado” como se fosse oriundo da Feira do Braz, bairro paulista onde há décadas funciona compra e venda no atacado e varejo de produtos, mercadorias e roupas baratas.
O momento mais delicado do caso aconteceu na sexta-feira,dia 29, quando um pequeno grupo de manifestantes invadiu a prefeitura e até o gabinete do chefe do executivo,conhecido como “Bi”, exigindo uma interdição imediata no imóvel locado pelos feirantes.
O protesto com as imagens viralizaram na internet por conta de um vídeo gravado pelo aplicativo Whatapp.
O prefeito concedeu entrevistas exclusivas ao npdiario na sexta, sábado e domingo, sempre de modo conciliatório,explicando os percalços, “sou bairrista, só quero o bem de Siqueira Campos”, afirmou.
Ele disponibilizou os setores jurídico e tributário para resolver o problema junto com os comerciantes.
A batalha judicial, com liminares e mandado de segurança, ainda não terminou, mas não se trata de política e sim de busca de legalidade.
Os barraqueiros, em princípio, se pagarem alvará de funcionamento podem, pela legislação brasileira específica, abrirem o negócio, até porque só querem permanecer porque há compradores siqueirenses adquirindo as peças.
Por outro lado, é fato que os comerciantes locais sofrem prejuízo.
Assim, o problema jurídico terá uma definição nas próximas horas ou dias.Prefeito, vereadores, lideranças sindicais e empresariais e os consumidores prosseguem em tratativas visando o melhor para o município.
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